A China celebrou nesta quarta-feira, 3, os 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial com uma grande parada militar em Pequim, exibindo um amplo leque de aeronaves tripuladas e não tripuladas. A mensagem, obviamente, era demonstrar o estágio de sua indústria bélica, com o desfile de armamentos avançados e a passagem de aeronaves de combate pelos céus da capital do país.

O líder Xi Jinping, acompanhado do presidente russo Vladimir Putin e do líder norte-coreano Kim Jong Un, testemunharam uma enorme variedade de equipamentos passarem por eles.

Nos céus, destacaram-se formações de caças furtivos como o Chengdu J-20 e o J-35 em suas versões baseada em terra e embarcada, além da aeronave de alerta aéreo antecipado KJ-500A, um clone do E-2 Hawkeye, dos EUA.

Caças furtivos J-35 sobrevoaram Pequim (@wanquanfoto)
Caças furtivos J-35 sobrevoaram Pequim (@wanquanfoto)

Voaram sobre a Praça da Paz Celestial ainda cargueiros Y-20, reabastecedores YY-20A e bombardeiros H-6 modernizados. A exibição incluiu ainda caças J-16 e treinadores JL-10, evidenciando a maturidade operacional da Força Aérea do Exército de Libertação Popular (PLAAF).

Drones aos montes

Entretanto, o maior destaque esteve no solo, onde dezenas de Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs/UAVs) desfilaram sobre caminhões. Entre eles, modelos de reconhecimento furtivo, munições “kamikaze” e drones de grande porte, semelhantes a plataformas de alta altitude e longa autonomia (HALE). Alguns parecem destinados à guerra eletrônica e a ataques de precisão, refletindo o avanço do emprego de sistemas não tripulados pela China.

O turboélice KJ-500A, de alerta aéreo antecipado, é um clone do E-2 Hawkeye, dos EUA (Mídia chinesa)
O turboélice KJ-500A, de alerta aéreo antecipado, é um clone do E-2 Hawkeye, dos EUA (Mídia chinesa)

A apresentação desses UAVs em caminhões buscou transmitir a mensagem de que não se tratam apenas de protótipos, mas sim de sistemas prontos para operação militar.

Em um cenário onde drones assumem cada vez mais protagonismo em conflitos modernos, a diversidade e o volume de equipamentos exibidos em Pequim sinalizam uma mudança decisiva na estratégia aérea chinesa.

Chamou atenção, contudo, a ausência dos supostos protótipos de caças de sexta geração “J-36” e “J-50”. Esses modelos avançados começaram a ser avistados no final de 2024 e estariam em desenvolvimento pelas fabricantes Chengdu e Shenyang.

A falta dos protótipos de caça de 6ª geração sugere que tais programas ainda se encontram em estágios iniciais, longe de uma revelação pública.

Embora não esteja claro, alguns analistas alegam que alguns UAVS seriam maquetes (Mídia chinesa)
Embora não esteja claro, alguns analistas alegam que alguns UAVS seriam maquetes (Mídia chinesa)