O Peru confirmou a seleção do Lockheed Martin F-16 Block 70 como o futuro caça de sua força aérea, formalizando uma decisão tomada sob a administração anterior e agora sendo conduzida pelo governo atual.
O presidente José María Balcázar afirmou que a aquisição prosseguirá, apesar de não ser uma prioridade para sua administração, citando um acordo existente com os Estados Unidos. A aeronave substituirá as envelhecidas frotas de MiG-29 e Dassault Mirage 2000 da Força Aérea Peruana.
O F-16 Block 70 foi amplamente visto como o principal candidato e acabou prevalecendo sobre ofertas concorrentes do Saab Gripen E/F e do Dassault Rafale.
O Peru está prestes a receber a versão mais avançada do F-16 na América do Sul. O Chile opera variantes do F-16 de gerações anteriores adquiridas ao longo das últimas duas décadas, enquanto a Venezuela ainda voa um pequeno número de jatos F-16A/B. A Argentina, por sua vez, está se preparando para introduzir aeronaves F-16A/B de segunda mão.

A proposta de aquisição, avaliada em até US$ 3,42 bilhões, inclui um lote inicial de 12 aeronaves — dez F-16C de um assento e duas F-16D de dois assentos — com a possibilidade de unidades adicionais posteriormente.
O pacote também compreende motores F110-GE-129, radares AN/APG-83 AESA, mísseis ar-ar AIM-9X e AIM-120C-8, pods de direcionamento, sistemas de guerra eletrônica, suporte de treinamento e logístico.
O primeira lote deve substituir a frota de MiG-29, enquanto um pedido subsequente pode permitir a aposentadoria do Mirage 2000.
As forças aéreas sul-americanas estão num raro processo de modernização após anos de obsolescência. Enquanto Peru e Argentina optaram pelo F-16, Brasil e Colômbia selecionaram o Saab Gripen E/F para suas necessidades de caças.
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