O Governo do Peru finalmente confirmou a compra de 12 caças F-16 Block 70 da Lockheed Martin para modernizar sua frota da força aérea nesta quinta-feira, 23.
A seleção do F-16 ocorre após meses de deliberações pela administração interina do Peru, que avaliou também ofertas da Saab e da Dassault. O F-16 Block 70 era o favorito, mas idas e vindas do governo criaram animosidade nas relações com os EUA.
“A escolha do F-16 pelo Peru destaca o desempenho operacional inigualável da aeronave e seu histórico de combate, assim como sua capacidade de atender aos requisitos de defesa mais urgentes”, celebrou Mike Shoemaker, Vice-Presidente do Integrated Fighter Group da Lockheed Martin.
A atual frota de combate da Força Aérea Peruana consiste principalmente em caças Mirage 2000 e MiG-29 antigos, ambos enfrentando desafios de manutenção e capacidade nos últimos anos.
A Lockheed Martin fabricará as aeronaves em sua instalação em Greenville, Carolina do Sul. A entrada do Peru na comunidade de usuários do F-16 eleva o número total de nações operando o jato para 30 clientes, com mais de 2.800 F-16 atualmente em serviço no mundo todo.

A confirmação encerra semanas de incerteza em torno do acordo após o presidente interino Jose Maria Balcazar adiar abruptamente a cerimônia de assinatura para as primeiras 12 aeronaves no início deste mês, argumentando que o próximo governo do Peru deveria estar envolvido em tal compromisso financeiro significativo.
O atraso desencadeou repercussões políticas em Lima. O Ministro da Defesa Carlos Diaz e o Ministro das Relações Exteriores Hugo de Zela renunciaram após se oporem à decisão de Balcazar, enquanto o embaixador dos EUA no Peru, Bernie Navarro, criticou publicamente o adiamento, alertando que atrasos poderiam aumentar os custos e interromper o pacote originalmente negociado com Washington.
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