A Força Aérea do Peru (FAP) estaria inclinada a selecionar o F-16 Block 70 como seu futuro caça multimissão, segundo informações divulgadas por veículos especializados da mídia peruana. Até o momento, no entanto, não houve confirmação oficial por parte do governo nem da própria força aérea, o que mantém o tema no campo das negociações e especulações.

De acordo com recentes relatos, a proposta apresentada pelo governo dos Estados Unidos e pela Lockheed Martin teria superado as ofertas do Gripen E, da sueca Saab, e do Rafale, da francesa Dassault Aviation. A autorização para a eventual venda já foi concedida por Washington no segundo semestre do ano passado, dentro do processo padrão de Foreign Military Sales (FMS).

O pacote em discussão envolveria até 12 aeronaves F-16 Block 70, sendo dez unidades monopostos F-16C e duas bipostos F-16D, além de motores, armamentos, sensores, sistemas de guerra eletrônica, suporte logístico, treinamento e peças de reposição. O valor total da negociação é estimado em cerca de US$ 3,4 bilhões, segundo dados de órgãos do governo dos Estados Unidos.

Esse primeiro lote teria como objetivo substituir os caças MiG-29 da FAP, cuja disponibilidade operacional é considerada muito baixa. Em um segundo momento, o Peru também buscaria substituir os Dassault Mirage 2000P, que se aproximam do fim de sua vida útil. A necessidade de renovação é vista como urgente dentro da força aérea peruana, diante da degradação progressiva da frota atual.

Mig-29 do Peru (MDP)
Mig-29 do Peru (MDP)

Apesar das informações divulgadas pela imprensa local, fontes oficiais ainda não se pronunciaram sobre uma decisão final nem sobre um cronograma para assinatura de contrato. A expectativa, segundo esses mesmos veículos, é de que uma definição possa ocorrer nos próximos meses, mas sem garantias quanto a datas.

O possível avanço do Peru na direção do F-16 ocorre em um cenário mais amplo de renovação das frotas de caça na América do Sul. O Brasil e a Colômbia optaram pelo Gripen E/F como sua nova aeronave de combate principal, enquanto a Argentina fechou recentemente a compra de 24 F-16 de segunda mão. No caso peruano, a escolha apontada envolveria aeronaves novas de fábrica, o que representaria um perfil distinto dentro da região.

Se confirmada, a aquisição colocaria o Peru entre os operadores mais modernos do F-16 na América Latina, ao lado de países que já utilizam versões anteriores do modelo. Por ora, porém, a eventual seleção do F-16 Block 70 permanece como um rumor baseado em fontes locais, à espera de um anúncio oficial que confirme ou descarte essa direção.