O mais novo porta-aviões da China, o Fujian, navegou pelo Estreito de Taiwan e entrou no Mar do Sul da China como parte de testes no mar em andamento. A operação ocorre antes da esperada comissionamento do navio, de acordo com analistas de defesa.
O Fujian é acompanhado por dois destróieres de mísseis e foi rastreado a aproximadamente 200 quilômetros das Ilhas Senkaku/Diaoyu, que estão sujeitas a disputas territoriais entre China e Japão. A Marinha chinesa declarou que a missão visa realizar pesquisas científicas e treinamento de tripulação.
Lançado em 2022, o Fujian é o terceiro porta-aviões da Marinha do Exército de Libertação Popular (PLAN), seguindo Liaoning e Shandong. O porta-aviões começou os testes no mar no ano passado, mas ainda não entrou em serviço formal. A embarcação ainda não está operando aeronaves, pois seu grupo aéreo ainda está em produção.

O Fujian apresenta um convés de voo em ângulo e catapultas eletromagnéticas, permitindo o lançamento de uma gama mais ampla de aeronaves em comparação com seus predecessores, que utilizam rampas.
O grupo aéreo planejado deve incluir o caça embarcado J-15T, o caça stealth J-35, aeronaves de alerta antecipado KJ-500A, helicópteros e potencialmente drones avançados. O uso de sistemas de lançamento eletromagnéticos permite a operação de aeronaves mais pesadas e variadas, expandindo as capacidades operacionais do porta-aviões.
A navegação da embarcação ocorreu enquanto fuzileiros navais dos EUA e do Japão realizavam exercícios em Okinawa. As autoridades de Taiwan relataram monitorar a situação e implementar medidas apropriadas, reiterando sua visão de que o Estreito de Taiwã é uma via navegável internacional. Em contraste, a China considera o estreito como suas águas territoriais.

Nos últimos cinco anos, a China aumentou a atividade militar perto de Taiwan, que Pequim considera uma província separatista. A navegação do Fujian por essas águas é vista por alguns observadores como um sinal para os EUA e outras nações sobre o apoio a Taiwan.
Os próximos passos envolvem a continuação dos testes no mar e a integração do grupo aéreo do porta-aviões. Analistas esperam que o Fujian entre em serviço ativo até o final do ano, potencialmente alterando o equilíbrio das capacidades de aviação naval na região.
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