A Marinha dos Estados Unidos (US Navy) anunciou que o porta-aviões USS Nimitz (CVN 68) será deslocado para a América do Sul como parte da operação Southern Seas 2026, que prevê a circunavegação do continente com exercícios conjuntos e visitas a países da região.
O navio, que é o mais antigo porta-aviões nuclear em operação na frota americana, terá escalas previstas no Brasil, Chile, Panamá e Jamaica, além de participar de atividades com forças navais de países como Argentina, Colômbia, Peru e México.
Embora não tenha citado os locais das paradas, é esperado que o Nimitz aporte no Rio de Janeiro, como é tradição, após realizar exercícios com a Marinha do Brasil.
O USS Nimitz é o navio líder de sua classe e entrou em serviço em 1975, sendo um dos principais vetores de projeção de poder naval dos Estados Unidos nas últimas décadas.
Sua aposentadoria estava inicialmente prevista para ocorrer antes, mas foi adiada para 2027 devido a atrasos no programa do novo porta-aviões USS John F. Kennedy (CVN 79), que irá substituí-lo.

Durante a missão, o Nimitz será acompanhado pelo destróier USS Gridley (DDG 101), com os navios realizando exercícios no mar e intercâmbio de conhecimentos com marinhas parceiras ao longo da rota.
A operação Southern Seas chega à sua 11ª edição desde 2007 e tem como objetivo ampliar a interoperabilidade entre as forças navais da região, além de permitir que autoridades de países participantes acompanhem de perto as operações de um grupo de ataque de porta-aviões.
O grupo embarcado no Nimitz inclui a Carrier Air Wing 17, composta por caças F/A-18E/F Super Hornet, aeronaves de guerra eletrônica EA-18G Growler, aviões logísticos C-2A Greyhound e helicópteros MH-60 Seahawk, além de equipes responsáveis pela coordenação das operações navais.
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