A Mexicana de Aviación, nova cliente da família de jatos comerciais E2, da Embraer, só receberá seu primeiro avião em julho, anunciou o Ministério das Relações Exteriores do México.

Até então, a previsão é que as aeronaves de nova geração seriam entregues a partir do segundo trimestre.

Controlada pelo estado mexicano, a Mexicana de Aviación reiniciou serviços de passageiros em dezembro de 2023 com uma frota provisória de Boeing 737-800 repassados pela Força Aérea do México e também jatos ERJ 145 em wet-leasing.

Um dos Boeing 737 emprestados pela força aérea à Mexicana (MA)
Um dos Boeing 737 emprestados pela força aérea à Mexicana (MA)

Em junho do ano passado, a empresa aérea e a Embraer assinaram um acordo de aquisição de 20 jatos E2, sendo 10 da variante E190-E2 com 108 assentos e 10 da E195-E2, com 132 assentos.

A nova previsão surgiu durante reunião entre integrantes do governo, a Embaixada do Brasil e executivos da Embraer, mas não foi esclarecido o motivo do atraso.

Problemas na cadeia de suprimento

Assim como outras fabricantes, a Embraer também tem sofrido com problemas na cadeia de suprimentos, sobretudo em relação aos motores GTF, da Pratt & Whitney.

Motor GTF, da Pratt & Whitney (Embraer)
Motor GTF, da Pratt & Whitney (Embraer)

A empresa brasileira anunciou na quarta-feira que se associou à Federation of Aerospace Industry (FEMIA) during FAMEX, exposição aeroespacial realizada na Cidade do México nesta semana.

Segundo a Embraer, o plano é “fortalecer a presença e representatividade da Embraer no México, aumentar a colaboração com a indústria aeronáutica do país e potencializar novas oportunidades de negócios”.

Além da venda dos E2 para a Mexicana, a fabricante tenta fechar um acordo com a Força Aérea para os C-390 Millennium.