A agência de aviação civil dos EUA, a FAA, deve manter a suspensão dos voos com jatos MD-11 até pelo menos 2026 após o acidente fatal ocorrido em 4 de novembro em Louisville, Kentucky, envolvendo uma aeronave cargueira da UPS que resultou em 14 mortes.
A decisão afeta operações de carga nos Estados Unidos e pressiona empresas logísticas a buscarem alternativas enquanto as inspeções exigidas para o retorno das aeronaves ainda serão definidas no próximo ano.
O acidente levou a UPS a intensificar o arrendamento de aeronaves para atender à demanda, enquanto a FedEx recorreu a aviões reservas e avalia opções de fretamento.
“As inspeções da nossa frota operacional de 25 aviões MD-11 devem começar nos próximos dias”, afirmou John Dietrich, CFO da FedEx, segundo a Reuters.

A Western Global Airlines, outra grande operadora do trijato, anunciou que terá de colocar seus pilotos em folga devido à expectativa de prolongamento da paralisação dos MD-11.
“Temos muitas peças de volta no laboratório, e eles continuam a trabalhar”, declarou Jennifer Homendy, presidente do NTSB.
A Boeing está fornecendo instruções e suporte técnico aos operadores, enquanto o setor acompanha a definição das diretrizes de inspeção e aguarda a liberação das aeronaves.
O relatório preliminar do NTSB , órgão de segurança no transporte dos EUA, descreveu uma sequência rápida de eventos desencadeada logo após o cargueiro iniciar sua decolagem no Aeroporto Internacional Muhammad Ali.
A agência divulgou uma série de imagens mostrando o motor esquerdo e seu pilone se separando da asa momentos após a decolagem, mas enfatizou que quaisquer conclusões sobre a causa raiz ainda são preliminares.
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