Os governos do Reino Unido, Japão e Itália assinaram um tratado nesta quinta-feira (14) em que estabelecem as bases para o desenvolvimento conjunto de um caça de 6ª geração dentro do Programa Global de Combate Aéreo (GCAP).

A assinatura ocorre cerca de um ano após os três países terem decidido dividir os custos do projeto da aeronave furtiva (invisível aos radares), que substituirá caças como Eurofighter Typhoon e o Boeing F-15 a partir de 2035.

Estão envolvidas no programa as empresas Leonardo, Mitsubishi Heavy Industries e BAE Systems. Segundo o acordo assinado, a sede do GCAP ficará localizada no Reino Unido enquanto o primeiro CEO será indicado pelo Japão.

Segundo a BAE System, há cerca de 9.000 pessoas trabalhando no programa além de mais de 1.000 fornecedores das três nações parceiras.

A fase de desenvolvimento conjunto terá início em 2025, mas detalhes como local de montagem final e data programada para o voo inaugural ainda não foram reveladas.

Jato furtivo deve entrar em serviço até 2035 (BAE)
Jato furtivo deve entrar em serviço até 2035 (BAE)

Segundo o governo britânico, o jato furtivo supersônico contará com um radar que poderá fornecer 10.000 vezes mais dados do que os sistemas atuais.

O avanço no programa GCAP coloca pressão na iniciativa semelhante entre França, Alemanha e Espanha, o FCAS (Future Combat Air System).

O projeto do caça de 6ª geração tem sofrido vários reveses por conta de disputas pela liderança no programa, que une a Dassault, a Airbus e outras parceiras de sistemas, motores e armamentos.

Em novembro, o jornal The Times afirmou que o governo alemão pensava em deixar a parceria com a França e a Espanha e se juntar ao GCAP, mas porta-voz do chanceler Olaf Scholz garantiu que o país segue no programa.