A Airbus adiou a finalização de alguns jatos A220 para 2025 e 2026, transferindo sua meta de produzir 14 aeronaves por mês para dezembro de 2026, segundo a Reuters.

A decisão da fabricante é resultado das dificuldades na cadeia de suprimentos, que têm atrasado tanto a produção quanto a entrega do A220. O programa atualmente não é lucrativo e depende do aumento da produção para reduzir os custos unitários.

Lançado pela Bombardier como C Series, o jato é rival direto da família E2 da Embraer. Em 2018, a Airbus assumiu o controle do programa e o rebatizou como “A220”.

A220-100 na montagem final no Canadá (Airbus)
A220-100 na montagem final no Canadá (Airbus)

As metas internas agora estabelecem uma taxa de produção de 12 A220 por mês até meados de 2026, em comparação com as atuais 7 a 8 unidades. A Airbus entregou 62 A220 nos primeiros nove meses do ano, mas não divulga publicamente metas de entrega específicas por modelo.

Recentemente, o governo de Quebec reduziu sua participação no programa em C$400 milhões, diminuindo sua participação de 25%.

Christine Frechette, Ministra da Economia de Quebec, atribuiu as perdas contínuas no programa às tensões comerciais e às cadeias de suprimentos frágeis. Os atrasos na produção incluem a remoção de algumas aeronaves da programação de 2025 e quase 10 do plano do próximo ano.

Os trabalhadores nas linhas de montagem do A220 em Montreal e Mobile enfrentam escassez de peças e erros na linha de montagem. Benoit Schultz, ex-chefe da Airbus Canadá, pediu às equipes que atingissem uma meta interna de 100 entregas do A220 em 2025.