A Rússia planeja o primeiro voo do caça leve stealth (furtivo) Su-75 “Checkmate” em 2026, em mais uma revisão de um programa que tem enfrentado repetidos atrasos desde sua apresentação pública há mais de quatro anos.
O Su-75 foi revelado pela primeira vez em 2021 como uma maquete em escala real e apresentado como uma aeronave de combate leve, de um único motor, destinada a complementar o mais pesado Su-57 e, eventualmente, substituir as antigas variantes do MiG-29. Na época, autoridades russas projetaram um voo inicial já em 2023, mas o cronograma foi posteriormente adiado para 2024, depois para 2025 e agora para 2026.
Desde sua estreia, o progresso do programa tem sido limitado, sem evidências de evolução, encomendas domésticas ou de exportação anunciadas.
O desenvolvimento ocorreu em meio a restrições orçamentárias, mudanças nas prioridades industriais e o impacto das sanções internacionais, que restringiram o acesso a certos componentes e recursos de produção. Esses fatores coincidiram com uma ênfase crescente em manter a produção de aeronaves de combate existentes já em serviço.

O Su-75 destina-se a preencher uma lacuna no portfólio de aviação de combate da Rússia, reintroduzindo um caça leve moderno, uma categoria ausente do desenvolvimento doméstico desde o fim da produção do MiG-29. Em termos operacionais, a aeronave é concebida como uma plataforma multimissão de menor custo para missões ar-ar e ar-terra, projetada para operar ao lado de caças pesados de motor duplo, em vez de substituí-los.
Desde o início, o programa foi estruturado com um forte foco em exportação, visando forças aéreas que buscam uma aeronave mais acessível, com assinatura de radar reduzida e sensores modernos. Autoridades russas têm vinculado repetidamente a futura escala de produção do projeto ao interesse estrangeiro, sugerindo que a viabilidade do Su-75 depende tanto de compromissos de exportação quanto de requisitos domésticos.
A expectativa é que a transição da aeronave de conceito para protótipo voador este ano seja um teste crucial da capacidade da Rússia de avançar novos programas de aeronaves de combate sob pressão industrial e geopolítica.
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