Saab, Boeing e BAE Systems assinaram uma Carta de Intenção para colaborar no programa de treinamento de pilotos da Royal Air Force no Reino Unido. O acordo estabelece planos para buscar em conjunto novas abordagens para o treinamento de pilotos da RAF.

A colaboração tem como objetivo fornecer soluções de treinamento que integrem ambientes ao vivo e sintéticos. As empresas também apoiarão novas oportunidades para o treinamento internacional de pilotos, utilizando o sistema T-7 como um elemento central.

A BAE Systems liderará a iniciativa, que inclui a criação de uma linha de montagem final no Reino Unido para o sistema de treinamento. Essa medida deve gerar empregos de alto valor dentro do Reino Unido.

O T-7A Red Hawk, desenvolvido pela Boeing e Saab, foi selecionado pela Força Aérea dos EUA em 2018 como seu sistema avançado de treinamento de pilotos. O design modular da plataforma e sua arquitetura digital visam atender às exigências de treinamento em evolução.

Treinador com garras: o BAe Hawk também pode ser empregado como caça leve (RAF)
Treinador com garras: o BAe Hawk também pode ser empregado como caça leve (RAF)

A iniciativa surge enquanto o Reino Unido se prepara para substituir sua frota de aeronaves Hawk T2 e os restantes Hawk T1 utilizados pela equipe de acrobacias Red Arrows.

O Ministério da Defesa do Reino Unido mencionou brevemente a necessidade de substituir os Hawks em um recente relatório de defesa. Uma competição formal para a aquisição deve ser lançada em 2026, com uma equipe de projeto já estabelecida para iniciar os preparativos.

As aeronaves Hawk T1 da equipe Red Arrows datam do final da década de 1970 e precisam ser substituídas até 2030 para manter a capacidade operacional. A RAF opera atualmente 28 Hawk T2, que também devem ser substituídos.

O mercado de jatos de treinamento avançado atualmente inclui aeronaves como o KAI T-50, o TAI Hürjet e o Leonardo M-346, entre outros.