Horas após rumores sobre o acordo terem circulado na mídia colombiana, a Saab confirmou ter assinado um contrato com o Governo da Colômbia para o fornecimento de 17 caças Gripen E/F, no valor de €3,1 bilhões, com entregas previstas entre 2026 e 2032.
O acordo prevê 15 unidades do Gripen E, de um assento, e duas do Gripen F, de dois assentos, além de equipamentos, armamentos, treinamento e serviços associados.
Trata-se do segundo país a optar pela versão biplace do caça, após o Brasil. O Gripen F, no entanto, ainda não teve nenhuma unidade concluída pela fabricante sueca.
Além da venda da aeronave, estão incluídos dois acordos de compensação que abrangem projetos militares e sociais, ampliando a cooperação entre as partes para além do fornecimento das aeronaves.

Segundo a Saab, os projetos de compensação envolvem colaboração industrial em setores como aeronáutica, cibersegurança, saúde, energia sustentável e tecnologia de purificação de água.
“Estou honrado que a Colômbia escolheu o Gripen E/F para melhorar suas capacidades de defesa aérea e feliz em receber a Colômbia na família Gripen”, afirmou Micael Johansson, presidente e CEO da Saab.
Indefinição e escolha precipitada do Rafale
A assinatura do acordo ocorre após anos de indefinições sobre a aeronave que sucederá os caças IAI Kfir, já além da sua vida útil na Força Aérea Colombiana.
O governo do país já vinha avaliando uma solução para a defesa aérea há bastante tempo e o atual presidente Gustavo Petro chegou a anunciar a escolha do caça Dassault Rafale logo que assumiu a gestão.

No entanto, o Ministério da Defesa da Colômbia pretendia fazer aquisições em lotes, começando com apenas quatro jatos, o que foi negado pela fabricante francesa.
A seleção então voltou à estaca zero, voltando a avaliar não só o Rafale como o F-16 e o Gripen NG. As relações atribuladas de Petro com o presidente dos EUA Donald Trump podem ter dificultado a proposta da Lockheed Martin, embora o Gripen use um motor e componentes fabricados nos EUA.
A Colômbia passa a ser oficialmente o quarto operador do Gripen de nova geração após o Brasil (36 jatos), Suécia (60 caças) e a Tailândia, que fechou um primeiro pedido de quatro aviões.
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