O CEO da Saab, Micael Johansson, confirmou que a empresa está negociando com o governo canadense e a Bombardier sobre a possível produção de caças Gripen no Canadá, de acordo com o The Globe and Mail.
As discussões visam criar 10.000 empregos e estabelecer uma rede de desenvolvimento para aeronaves adicionais, incluindo drones. A Saab busca parcerias para possibilitar a transferência de tecnologia e expandir a capacidade de produção do Gripen, após seu recente pré-acordo com a Ucrânia para 100 a 150 aeronaves.
“Se o Canadá deseja possuir capacidade de produção e não apenas comprar aeronaves, estamos preparados para realizar essa transferência de tecnologia para o Canadá”, afirmou Johansson.
As negociações estão prevista para continuar entre 18 e 20 de novembro durante a visita do Rei Carl XVI Gustaf e da Rainha Silvia da Suécia ao Canadá. A empresa e a Bombardier estão avaliando possíveis locais para a montagem do Gripen, uma vez que as instalações atuais não possuem capacidade suficiente.

O Canadá fez um pedido de 88 caças F-35 da Lockheed Martin, mas tem garantidos apenas 16 unidades. Um alto funcionário em Ottawa levantou preocupações sobre possíveis retaliações dos EUA caso o restante do pedido de F-35 seja cancelado.
“Não estamos procurando clientes, estamos buscando parceiros”, disse o Ministro da Defesa da Suécia, Pal Jonson. O Ministro do Desenvolvimento Econômico de Ontário, Vic Fedeli, indicou que incentivos poderiam ser considerados, se necessário.
A Saab já colabora de perto com a Bombardier, notavelmente no jato de vigilância GlobalEye, que utiliza jatos executivos da Bombardier como sua plataforma.
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