A Saab está preparada para aumentar significativamente a produção de seus caças Gripen E/F caso um acordo potencial com a Ucrânia seja ratificado, afirmou o CEO Micael Johansson nesta sexta-feira, na Suécia.
O comentário vem após a assinatura pela Suécia de um acordo de cooperação em defesa de longo prazo com a Ucrânia, que inclui a possível exportação de 100 a 150 aeronaves Gripen E. Um contrato desse tipo representaria o maior pedido de exportação única para a aviação militar sueca.
“Não é absolutamente impossível aumentar drasticamente o ritmo se precisarmos”, disse Johansson à Reuters.
A Saab atualmente fabrica entre 20 e 30 caças Gripen anualmente e precisaria dobrar essa taxa para atender aos requisitos ucranianos. Johansson afirmou que a empresa está avaliando opções para expandir a capacidade de produção, incluindo novos locais além da Suécia e do Brasil.

Sobre o Brasil, a ideia é contar com a Embraer, que tornou-se parceira da fabricante sueca como parte do contrato assinado em 2014 com a Força Aérea Brasileira. Uma linha de montagem está em operação nas instalações da empresa brasileira e irá fornecer 15 caças Gripen E.
As vendas do Gripen E/F até o momento incluem 60 aeronaves para a Suécia e 36 para o Brasil, com negociações em andamento para fornecer de 16 a 18 unidades para a Colômbia.
A Saab também assinou um contrato com a Administração de Material de Defesa da Suécia (FMV) para a entrega de quatro caças Gripen E/F para a Tailândia, avaliado em aproximadamente 5,3 bilhões de coroas suecas (US$ 556 milhões). As entregas estão programadas entre 2025 e 2030.
O caça está em serviço desde 1996 e passou por várias atualizações em seus sistemas e aviônicos.
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