A Saab não desistiu de vender caças Gripen E/F para o Peru, apesar de sinais de que o país tem se inclinado para o rival F-16, mesmo sem uma decisão formal confirmada, de acordo com a Reuters.

O fabricante sueco afirmou que continua engajado com a Força Aérea Peruana e apresentou o que descreve como uma proposta competitiva, ao mesmo tempo em que reconhece que o processo de aquisição desacelerou em meio à instabilidade política no país.

O governo do Peru enviou sinais mistos nas últimas semanas, indicando que o Lockheed Martin F-16 era a opção preferida, apenas para depois negar que uma seleção final tivesse sido feita. O processo ocorre em meio a frequentes mudanças de liderança e tensões entre o poder executivo e o Congresso.

F-16 Bloco 70
F-16 Bloco 70

Os Estados Unidos já aprovaram uma venda potencial de 12 caças F-16 Block 70 ao Peru, em um pacote estimado em US$ 3,4 bilhões. A Suécia, em paralelo, ofereceu um pacote mais amplo centrado no Gripen, que inclui não apenas a aeronave de combate, mas também a plataforma de alerta e controle aéreo GlobalEye.

O CEO da Saab, Micael Johansson, disse que a empresa vê o Peru como uma extensão natural de sua presença na América do Sul, onde tem um contrato importante com o Brasil para 36 aviões e, mais recentemente, um pedido da Colômbia. Ele observou que as decisões de financiamento parecem ter sido resolvidas no Peru, mas a fase formal de seleção permanece pendente.

O Brasil já tem 11 caças Gripen E em serviço e acaba de ter o primeiro exemplar montado na Embraer concluído, enquanto a Colômbia selecionou o Gripen E/F para o lugar do IAI Kfir.

Um jato de ataque russo Su-25 e ao fundo um Mirage 2000P (FAP)
Um jato de ataque russo Su-25 e ao fundo um Mirage 2000P (FAP)

Johansson também reiterou que a Saab não espera expandir significativamente sua presença industrial além da Suécia e do Brasil, onde a empresa estabeleceu uma linha de montagem final com a Embraer. Essa instalação deve apoiar futuras exportações, dependendo de pedidos adicionais.

Recentemente, o CEO iniciou tratativas para produzir o Gripen no Canadá, na esperança de conseguir um contrato como substituto de um acordo do país com a Lockheed Martin pelo F-35.