A Spirit Airlines anunciou reduções significativas na força de trabalho como parte de um esforço de reestruturação mais amplo em meio a recuperação judicial.

A companhia aérea de baixo custo dos EUA declarou na quinta-feira, 16, que colocará 365 pilotos em licença não remunerada e rebaixará os cargos de até 170 pilotos no primeiro trimestre de 2026.

Essas reduções fazem parte de um plano para diminuir os gastos anuais com pilotos em US$ 100 milhões e conservar caixa. A companhia, que atualmente emprega cerca de 2.400 pilotos, já havia colocado 330 pilotos em licença não remunerada e planeja colocar mais 270 em novembro.

Além das reduções de pilotos, a Spirit pretende demitir aproximadamente 1.800 comissários de bordo, representando cerca de um terço de sua equipe de cabine. As demissões estão previstas para entrar em vigor em 1º de dezembro.

A Spirit também decidiu rejeitar cerca de 90% das entregas de aeronaves programadas com seu principal locador, a AerCap. A companhia aérea planeja cancelar 12 contratos de locação de aeroportos e 19 contratos de manuseio em solo enquanto busca simplificar suas operações.

A transportadora projeta uma redução de 25% na capacidade operacional total e perdas estimadas superiores a US$ 800 milhões em 2025. As licenças planejadas devem economizar US$ 211 milhões para a empresa.

A Spirit entrou com pedido de proeção judicial em agosto, pela segunda vez em menos de um ano, enfrentando pressões financeiras persistentes. As medidas de reestruturação visam estabilizar o negócio, embora a companhia continue a operar sob condições restritas.