A Suíça está revisando os planos para adquirir o caça F-35A da Lockheed Martin e pode reduzir o tamanho do pedido, uma vez que o aumento dos custos força ajustes no programa de defesa do país.
O ministro da Defesa, Martin Pfister, disse que o governo está agora considerando a compra de cerca de 30 aeronaves, em vez das 36 originalmente planejadas. A mudança ocorre em meio a negociações com os Estados Unidos sobre o preço final dos caças, que a Suíça selecionou em 2021 para substituir sua frota envelhecida.
De acordo com Pfister, a compra das 36 aeronaves originalmente planejadas exigiria um adicional de 1,1 bilhão de francos suíços devido ao aumento dos custos de produção relacionados à inflação e ao aumento dos preços de energia e matérias-primas. A Suíça deseja manter o programa total próximo ao orçamento de pouco mais de seis bilhões de francos aprovado pelos eleitores em um referendo de 2020.
O número final de aeronaves dependerá das negociações em andamento entre o governo dos EUA e a Lockheed Martin.
O F-35A já é operado pela Força Aérea dos EUA e por vários países europeus. A Suíça escolheu a aeronave em junho de 2021 após avaliar propostas concorrentes, incluindo o Airbus Eurofighter, o F/A-18 Super Hornet da Boeing e o Rafale da Dassault Aviation.
Ao mesmo tempo, o governo suíço está reavaliando sua postura de defesa em meio ao que descreveu como um ambiente de segurança em deterioração na Europa.

Funcionários disseram que o país está examinando a possibilidade de adquirir um sistema de defesa superfície-ar europeu que complementaria o sistema de defesa aérea Patriot já encomendado aos Estados Unidos, cuja entrega foi atrasada.
A Suíça há muito mantém uma política de neutralidade militar, mas possui uma força armada bem equipada e serviço militar obrigatório para homens.
O governo afirmou que desenvolvimentos como a guerra na Ucrânia, ciberataques, campanhas de desinformação e atividades de espionagem aumentaram a pressão sobre o país para adaptar sua estrutura de defesa.
As autoridades alertaram que a Suíça atualmente não está totalmente preparada para combater o que considera as ameaças mais prováveis, incluindo guerra híbrida e ataques de longo alcance. Funcionários também apontaram cortes anteriores no orçamento de defesa, aumento dos custos de aquisição e longos prazos de entrega no mercado global de armas como fatores que complicam os esforços de modernização.
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