A Força Aérea Real Tailandesa receberá em sua pequena frota de caças Saab Gripen, a dotação de mais quatro unidades, cuja compra foi aprovada pelo governo de Bangcoc.
Serão quatro unidades do Saab Gripen E/F, semelhantes aos da FAB, que se juntarão às 12 aeronaves da atual frota de Gripen das versões C e D da força aérea.
Apesar do recente cessar-fogo entre a Tailândia e o Camboja, devido a questões fronteiriças em uma região turística, a compra dos caças Gripen não tem relação com o conflito recente.

Além da Suécia, o Gripen também voa em países como a Tailândia, Hungria e África do Sul (SAAB)
Segundo o governo tailandês, a aquisição confirma os interesses do país em modernizar sua força aérea com um vetor de caça avançado que, no caso das versões adquiridas, foram desenvolvidas pela Saab em parceria com a Embraer.
As quatro aeronaves, contudo, fazem parte de um programa maior que visa a compra de 12 aviões da Saab, com a totalidade das entregas e transferência para o setor operativo previstas para 2035.

Caça Gripen (FAB)
O primeiro lote de Gripen E/F para a Tailândia fará a integração completa com a força aérea até 2029, quando o país terá tecnologias como o radar de varredura sintética AESA, sensor IRST e mísseis Meteor.
Isso sem contar um alcance estendido destas versões mais avançadas em relação às anteriores, capacidades superiores de guerra eletrônica e compatibilidade com munições guiadas de precisão.

Os caças suecos Saab Gripen são a principal aeronave militar da Tailândia (Divulgação)
Frota de Gripen
Atualmente, a Força Aérea Real Tailandesa baseia seus caças Gripen C/D na Ala 7 em Surat Thani, compreendendo oito aviões da versão C e quatro da versão D, biposto como a versão F.
A Tailândia ainda opera duas aeronaves Saab 340 AEW&C para alerta aéreo antecipado e comando, integradas aos Gripen em missões de defesa aérea do país asiático.

Caça Gripen D da Tailândia
No cenário atual, o Saab Gripen surge como alternativa ao Lockheed Martin F-35, cuja compra por parte da Tailândia acabou sendo frustrada, indicando assim um distanciamento do governo em relação à dependência de equipamento norte-americano.
Recentemente, os governos da Colômbia e Peru se decidiram pelo Saab Gripen nas mesmas versões adquiridas pela Tailândia, reforçando a posição do caça sueco como um vetor avançado alternativo no cenário global.
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