Togo, um pequeno país do oeste da África, seria o cliente misterioso de quatro aeronaves de ataque leve Embraer A-29 Super Tucano. De acordo com site de imprensa do continente, um contrato avaliado em cerca de US$ 82 milhões foi assinado pelo governo, mas ainda não reconhecido pela empresa brasileira.

A Embraer havia revelado no final de 2024 a venda de quatro aeronaves para um cliente africano, mas não divulgou seu nome.

Se confirmado, Togo se tornaria mais um operador africano da aeronave de ataque turboélice, que ganhou destaque em todo o continente nos últimos anos. Nigéria, Mali, Mauritânia, Angola e Burkina Faso já operam o A-29, principalmente em missões de contrainsurgência e vigilância de fronteiras.

A aeronave é projetada para conflitos de baixa intensidade, combinando capacidades de reconhecimento e ataque leve a um custo operacional inferior ao de caças. Movido por um motor Pratt & Whitney Canada PT6A-68C, o A-29 pode carregar até 1.550 kg de armamentos em cinco pontos  duros e pode ser equipado para lançar munições guiadas de precisão, foguetes e metralhadoras.

O Super Tucano tem vários clientes na África (FAP)
O Super Tucano tem vários clientes na África (FAP)

O Super Tucano também apresenta proteção blindada na cabine e sistemas de missão que permitem realizar operações de inteligência, vigilância e reconhecimento, além de operações de ataque.

Após vários anos sem vendas, o A-29 voltou a registrar pedidos. Novos clientes incluem Paraguai, Uruguai, Panamá e Portugal, que encomendou 12 aeronaves A-29N — uma versão focada na OTAN adaptada para os requisitos da aliança.

Para Togo, as aeronaves provavelmente seriam utilizadas em operações próximas à sua fronteira norte, onde a atividade de militantes aumentou nos últimos anos, embora as autoridades locais não tenham detalhado como as aeronaves seriam empregadas.

A força aérea do país é bastante limitada e chegou a operar jatos de treinamento MB-326 (o Xavante no Brasil) e Alphajet no passado.