O treinador básico T-25 Universal completou 60 anos desde o primeiro voo do protótipo, realizado em 9 de abril de 1966, e segue até hoje como a aeronave de instrução inicial da Força Aérea Brasileira (FAB).
Desenvolvido pela Indústria Aeronáutica Neiva a partir do projeto N-621, o modelo surgiu como alternativa nacional diante da dificuldade de adquirir substitutos para os treinadores a pistão North American T-6. A incorporação à FAB ocorreu a partir de 1971, com uso na formação de cadetes da Academia da Força Aérea (AFA).

Ao longo de seis décadas, o T-25 acumulou milhares de horas de voo na instrução básica, sendo responsável pelas primeiras etapas de formação de praticamente todos os pilotos atualmente na ativa na FAB, antes de migrarem para o T-27 Tucano. A aeronave também foi empregada em outras funções ao longo do tempo, incluindo períodos de instrução avançada e participação na Esquadrilha da Fumaça nos anos 1980.
Mesmo com a idade do projeto, a FAB optou por manter o modelo em operação por meio de atualizações. A versão modernizada T-25M realizou seu primeiro voo em dezembro de 2024 e começou a ser entregue em 2025. As modificações incluem novos sistemas de navegação e comunicação, adoção de tecnologias como GNSS e ADS-B, além de melhorias estruturais.

A modernização foi conduzida pelo Parque de Material Aeronáutico de Lagoa Santa, responsável pela execução do programa dentro da própria estrutura da Força Aérea.
A decisão de atualizar o T-25, em vez de substituí-lo por um novo treinador primário evidencia a ausência de um programa definido para renovação dessa etapa inicial da formação de pilotos.
Enquanto o modelo segue reconhecido pela robustez e simplicidade de operação, a falta de um sucessor causa preocupação à medida que as células das aeronaves se aproximam do fim da vida útil.

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