O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou nest sábado, 29, que o espaço aéreo ao redor da Venezuela deve ser considerado fechado para voos civis, o que gerou imediata condenação por parte do governo venezuelano.

A declaração segue avisos da Administração Federal de Aviação (FAA) sobre o aumento da atividade militar na região, elevando as preocupações entre companhias aéreas e stakeholders da indústria em relação à segurança operacional.

Iberia, TAP, Avianca, Latam Colômbia, Turkish Airlines e GOL interromperam suas operações após o aviso da FAA, levando as autoridades venezuelanas a acusarem as companhias aéreas de participarem de ‘ações de terrorismo de Estado promovidas pelos Estados Unidos’ ao ‘suspender unilateralmente’ os voos comerciais.

O fechamento ocorre enquanto os EUA ampliaram sua presença militar perto da Venezuela, incluindo o deslocamento do porta-aviões USS Gerald R. Ford e aproximadamente 15.000 tropas.

A Venezuela respondeu realizando exercícios militares ao longo de suas áreas costeiras e exibindo publicamente armamentos antiaéreos. Essas ações têm como objetivo demonstrar prontidão diante do que os oficiais venezuelanos descrevem como ameaças externas.

Porta-aviões USS Gerald R Ford (CVN-78) (US Navy)
Porta-aviões USS Gerald R Ford (CVN-78) (US Navy)

O governo venezuelano apelou à comunidade internacional e a organizações multilaterais para rejeitar o que caracteriza como um movimento ilegal e injustificado por parte dos EUA.

O governo alega que a declaração sobre o espaço aéreo faz parte de esforços mais amplos para depor o presidente Nicolás Maduro, cuja reeleição permanece contestada por muitos países.

As autoridades dos EUA já designaram anteriormente o Cartel de los Soles, supostamente liderado por Maduro, como uma organização terrorista estrangeira, complicando ainda mais as relações bilaterais.

A situação levantou preocupações entre operadores da aviação regional em relação ao planejamento de rotas e à conformidade com as diretrizes regulatórias em evolução.