O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na semana passada que poderia mudar a designação do futuro caça de sexta geração da Força Aérea dos EUA, conhecido como F-47
As declarações foram feitas durante um discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos, onde Trump citou a aeronave ao elogiar o equipamento militar dos EUA, conforme revelou o site The TWZ.
Referindo-se diretamente à designação, Trump disse que a aeronave era chamada de “47” e acrescentou que poderia remover o número se assim desejasse. Ele não explicou quais circunstâncias poderiam motivar tal mudança, nem sugeriu um nome alternativo.
As declarações geram incerteza em torno da marca de um programa que a Força Aérea considera central para seus planos futuros de superioridade aérea.
O F-47 é um caça stealth tripulado que está sendo desenvolvido no âmbito do programa de Dominância Aérea de Nova Geração (NGAD) da Força Aérea dos EUA (USAF). Em março de 2025, a Força Aérea selecionou a Boeing como contratante principal. A aeronave tem como objetivo substituir o F-22 Raptor em cenários de combate de alta intensidade, com a Força Aérea planejando adquirir pelo menos 185 jatos e colocar os primeiros exemplares operacionais em serviço no final da década.

A Força Aérea já delineou anteriormente a justificativa por trás da designação F-47. O número faz referência ao P-47 Thunderbolt da Segunda Guerra Mundial, que mais tarde recebeu a designação F-47 após mudanças nas convenções de nomeação das aeronaves militares dos EUA. Ele também remete a 1947, ano em que a Força Aérea dos EUA se tornou um serviço independente.
Uma ligação adicional, menos formal, é com o próprio Trump, que serviu como o 45º e o 47º presidente dos Estados Unidos e apoiou publicamente a continuidade do programa em um momento em que seu futuro era incerto.
Os comentários de Trump sugerem que essa associação pessoal pode não ser mais vista como essencial. Embora não tenha sido indicado que uma mudança de designação está sendo formalmente considerada pela Força Aérea, as declarações destacam a visibilidade incomum da influência presidencial sobre a identidade de uma das aeronaves de combate mais importantes do futuro militar.
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