Não é todo dia que uma companhia aérea decide fechar um pedido de 100 aeronaves novas, que dirá sendo elas caros widebodies. Pois é o que a United Airlines está prestes a anunciar.

A companhia aérea dos EUA, uma das maiores do mundo, tem hoje uma frota envelhecida de aviões de dois corredores, entre eles Boeing 767 e 777-200, com média de 25 e 23 anos, respectivamente.

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São 127 jatos que gastam muito combustível e não oferecem tanto conforto quanto modelos mais recentes. O dilema da United, no entanto, está em decidir entre o 787 Dreamliner e o A350.

Segundo a Bloomberg, esse anúncio é iminente e deve ocorrer até dezembro. Em agosto, o Airline Weekly já havia revelado que a United Airlines negociava com Boeing e Airbus, o que Scott Kirby, seu CEO, reconheceu em conferência nesta semana com pilotos na cidade de Denver, citando um pedido de "três dígitos".

As três versões do 787
As três versões do 787

Justiça de Salomão

O Boeing 787 poderia ser a escolha natural já que a United tem hoje 64 desses jatos modernos em sua frota, incluindo as três versões (787-8, 787-9 e 787-10), além de sete outros aviões a serem entregues. Porém, a transportadora dos EUA também é cliente do A350, uma aeronave de maior capacidade e alcance. São 45 pedidos firmes que começarão a ser entregues apenas em 2027.

Se a empresa aérea resolver fechar um pedido com um único fornecedor, certamente o cenário será péssimo para o perdedor. Embora as vendas de widebodies estejam crescendo, o cenário ainda é distante do projetado anos antes da pandemia.

A United, no entanto, pode posar de "Rei Salomão" e decidir dividir a enorme encomenda entre as duas fabricantes, o que não deixa de ser uma saída positiva para uma companhia aérea que já é cliente do 787 e A350.