Os governos da Turquia e da Indonésia assinaram em Ancara, capital turca, o acordo comercial e industrial para produção e venda de 48 caças KAAN ao país asiático, primeiro cliente de exportação da aeronave furtiva.
Anunciado anteriormente por Recep Ergogan, presidente da Turquia, na última Indo Defence Expo & Forum, realizada em Jacarta, agora o negócio foi concretizado num acordo histórico que coloca ambos os países em posição de destaque internacional.
Desenvolvido pela Turkish Aerospace Industries (TAI), o KAAN é um caça multifuncional de 5ª geração, que agora mostra que tem um bom potencial global. Pelo acordo, as entregas para a Indonésia se concretizarão num prazo de 120 meses ou 10 anos.
Prabowo Subianto, presidente da Indonésia, manifestou interesse firme do país em participar do programa do KAAN em abril, durante reunião com Erdogan.

Avaliado em US$ 10 bilhões, o acordo entre Turquia e Indonésia não só reforça as capacidades do último frente às ameaças na região do Indo-Pacífico, onde as tensões com a China aumentam devido à disputa pelo controle do Mar da China Meridional.
Ao mesmo tempo, em que fecha um acordo com a Turquia, a Indonésia se compromete com a França em manter sua disposição de adquirir 42 caças Dassault Rafale, num negócio orçado em US$ 8,1 bilhões.
O país aposta na diversificação de seus meios militares para não se ver preso a alianças políticas e comerciais que possam comprometer a defesa do arquipélago indonésio.

A compra do KAAN é uma resposta da Indonésia à política americana quanto à venda de materiais militares de alta tecnologia, como o caça stealth Lockheed Martin F-35, por exemplo.
Bimotor e com características stealth, o KAAN foi desenvolvido para substituir os caças Lockheed Martin-16 da Força Aérea da Turquia, porém, converteu-se em um rival para F-35 e o chinês Chengdu J-20.
A posição do KAAN no mercado internacional de defesa é confortável devido ao posicionamento político da Turquia, permitindo que nações que se posicionam de forma neutra entre EUA e China, possam assim elevar seus níveis de defesa e tecnologia militar.
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