Entre vários modelos de aeronaves russas, a companhia aérea Cubana de Aviación também opera alguns aviões ocidentais, entre eles os turboélices ATR e o Bandeirante, da Embraer.

No caso da aeronave brasileira, no entanto, esse período teria se encerrado na última semana quando o EMB-110 de matrícula CU-T1551 teve o trem de pouso dianteiro colapsado.

O incidente ocorreu no Aeroporto Internacional José Martí, em Havana, enquanto o avião era rebocado pelo pessoal de manutenção, disseram fontes do site CiberCuba.

Imagens do Bandeirante circularam na semana passada nas redes sociais. Segundo informações locais, o avião acabou sendo retirado de serviço na sequência.

Em novembro de 2020, outro EMB 110 da Cubana realizou um pouso de barriga em Havana (IACC)
Em novembro de 2020, outro EMB 110 da Cubana realizou um pouso de barriga em Havana (IACC)

Aviões da TABA e da Rio-Sul

A Cubana de Aviación utilizava três EMB-110 oriundos da Aerocaribbean. O Bandeirante CU-T1551 foi originalmente fabricado pela Embraer em 1977 e entregue para a finada TABA - Transportes Aéreas da Bacia Amazônica.

A empresa aérea regional fazia parte do SITAR, Sistema de Transporte Aéreo Regional, criado pelo governo militar em 1976 para cobrir a lacuna deixada pela chegada dos jatos de passageiros nas grandes companhias aéreas.

Outros dois Bandeirantes da Cubana, que voaram pela extinta Rio-Sul, tiveram incidentes semelhantes ao da semana passada, mas durante o pouso. O episódio mais recente ocorreu em 28 de novembro de 2020 quando o EMB-110 de matrícula CU-T1541 fez um pouso de barriga em Havana com 15 passageiros e quatro tripulantes a bordo - não houve feridos, mas o avião acabou inutilizado.