A companhia de entregas expressas UPS anunciou a aposentadoria de sua frota de cargueiros McDonnell Douglas MD-11F, antecipando a retirada do modelo, que foi concluída no quarto trimestre.
A decisão foi anunciada nesta terça-feira, 27, e ocorre após um acidente fatal envolvendo o tipo no ano passado, que levou a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) a suspender as operações do MD-11 no país enquanto as causas do ocorrido são investigadas.
O MD-11 é um widebody lançado nos anos 90 como sucessor do DC-10 mas que teve carreira limitada em face do avanço dos bimotores.
A aeronave já caminhava para o fim de sua vida operacional dentro da frota da UPS, mas após a suspensão determinada pela FAA, a empresa optou por concluir a desativação das aeronaves durante o quarto trimestre de 2025, em vez de retomar as operações.
Como consequência, a UPS registrou uma baixa contábil não monetária, após impostos, de US$ 137 milhões relacionada à retirada definitiva da frota de MD-11.

FedEx espera retomar voos em maio
Durante décadas, o MD-11F foi um elemento central das operações de carga de longo curso da UPS, mas o modelo vinha sendo gradualmente substituído por cargueiros mais novos. Com a aposentadoria concluída, a empresa deixou de operar o MD-11 e passou a concentrar suas operações em aeronaves como o Boeing 767F, o 777F e o Airbus A300-600F.
Nos Estados Unidos, apenas um número limitado de operadores segue utilizando o MD-11. FedEx e Western Global Airlines são as principais operadoras do modelo, mas a gigante cargueira afirmou no ano passado que espera retomar as operações do MD-11F até maio, após a revisão regulatória da FAA
A decisão sobre a frota foi divulgada juntamente com os resultados financeiros da UPS referentes ao quarto trimestre de 2025. A companhia reportou receita trimestral de US$ 24,5 bilhões e lucro operacional de US$ 2,6 bilhões. No acumulado do ano, a UPS registrou receita de US$ 88,7 bilhões, lucro operacional de US$ 7,9 bilhões e geração de caixa operacional de US$ 8,5 bilhões.
“2025 foi um ano de progresso significativo para a UPS, à medida que tomamos medidas para fortalecer a qualidade da nossa receita e construir uma rede mais ágil. Olhando para frente, com a conclusão da redução gradual da operação com a Amazon, 2026 será um ponto de inflexão na execução da nossa estratégia para entregar crescimento e expansão sustentável de margens”, afirmou Carol Tomé, CEO da UPS.
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