A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) e a General Atomics divulgaram nesta quarta-feira, 27, o primeiro voo do YFQ-42A, protótipo do programa Collaborative Combat Aircraft (CCA), após a realização das primeiras missões de teste na Califórnia.
Desenvolvido em parceria com a General Atomics, o YFQ-42A tem foco em operações aéreas semiautônomas. O projeto da fuselagem segue a abordagem de design “gênero-espécie” introduzida com o XQ-67A, enquanto o software de voo autônomo resulta de cinco anos de desenvolvimento e maturação a partir da plataforma MQ-20 Avenger.
O CCA integra a Família de Sistemas da iniciativa Next Generation Air Dominance (NGAD) e está sendo desenvolvido como um modelo de poder aéreo definido por software. O objetivo do programa é empregar aeronaves não tripuladas modulares e de custo acessível que possam operar em conjunto com caças tripulados de quinta e sexta gerações.
“O CCA nos ajudará a repensar o campo de batalha, ampliar o alcance, a flexibilidade e a letalidade em operações de combate, além de otimizar o desempenho do combatente por meio da integração homem-máquina”, declarou o chefe do Estado-Maior da USAF, general David Allvin.

Escala e concorrência
A Força Aérea planeja adquirir mais de 1.000 aeronaves CCA em um cronograma acelerado, com decisão competitiva de produção prevista para o ano fiscal de 2026. Paralelamente ao YFQ-42A da General Atomics, a Anduril Industries está avançando com o protótipo concorrente YFQ-44A, que deverá iniciar ensaios em voo em breve.
Segundo a USAF, o YFQ-42A representa um marco na produção rápida de plataformas não tripuladas voltadas a missões de superioridade aérea. A estratégia coloca o desenvolvimento de software no centro da evolução das capacidades, enquanto as fuselagens são projetadas para receber cargas úteis e funções específicas de forma modular.
A campanha de ensaios em voo do YFQ-42A deve aprofundar a avaliação da autonomia da aeronave e de seu comportamento em operações conjuntas em cenários realistas. Os dados obtidos irão orientar as próximas fases de teste, a integração com aeronaves tripuladas e o processo de seleção que levará à decisão de produção em 2026.
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