Mais de um ano após revelar a venda de dois jatos multimissão C-390 Millennium a um cliente cujo nome foi mantido em sigilo, a Embraer confirmou nesta terça-feira, 3, que o país em questão é o Uzbequistão.

A nação da Ásia Central teve o nome anunciado na abertura do Singapore Airshow e ocorre dias após outro país ter desistido momentaneamente de receber o cargueiro militar, a Lituânia. A empresa brasileira havia revelado um novo acordo pelo avião em dezembro de 2024.

O nome do Uzbequistão já era associado à encomenda meses antes da assinatura do acordo. Em abril de 2024, o Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações (Cofig) divulgou um pedido de cobertura do seguro para duas aeronaves financiadas pelo BNDES, banco brasileiro de fomento. Em dezembro daquele ano, a Embraer oficialmente revelou ter vendido os jatos, mas sem citar o país.

Segundo a empresa, a “Força Aérea Uzbeque utilizará o C-390 principalmente em missões humanitárias e de transporte, melhorando significativamente suas capacidades”. O Uzbequistão é o primeiro cliente da aeronave na região da Ásia Central, que já tem operadores na América do Sul, Europa e Sudeste Asiático.

Renderização do C-390 do Uzbequistão (Embraer)
Renderização do C-390 do Uzbequistão (Embraer)

“Damos oficialmente as boas-vindas à República do Uzbequistão ao grupo de operadores do C-390 enquanto a Força Aérea do Uzbequistão moderniza suas capacidades de transporte”, disse Bosco da Costa Júnior, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. 

Entre os clientes do Millenium estão as forças aéreas do Brasil, Portugal, Hungria, República da Coreia, Holanda, Áustria, República Tcheca, Suécia, República do Uzbequistão, Eslováquia e Lituânia. Este último, no entanto, postergou a assinatura do contrato para 2030, mas pode rever os requerimentos até lá e não adotar o avião da Embraer – o governo optou por atualizar os turboélices C-27J enquanto isso.

Com uma força aérea diminuta, o Uzbequistão ainda depende de aeronaves de origem russa e ucraniana como os caças MiG-29 e Su-27 além de aviões de transporte An-12, An-26 e IL-76, mas também possui quatro turboélices C295, fornecidos pela Airbus.