A LATAM Airlines Brasil começará a operar o Embraer E195-E2 a partir do último trimestre de 2026, e o CEO da companhia no país, Jerome Cadier, detalhou como o novo jato deve impactar a estratégia da empresa no mercado doméstico.
Segundo o executivo, a chegada do modelo permitirá à LATAM ajustar melhor a oferta de assentos à demanda de cada rota, um ponto relevante em uma frota hoje concentrada em aeronaves maiores.
“Hoje, grande parte das aeronaves da nossa frota doméstica tem entre 144 e 180 assentos. Quando incorporamos um modelo com 136 assentos, ganhamos mais flexibilidade para ajustar na medida a oferta com a demanda das rotas menos densas”, afirmou Cadier.
Na prática, o E195-E2 pode ocupará diretamente abaixo do Airbus A319 e do A320, hoje os modelos de corredor único da empresa. Com menor capacidade, o jato brasileiro viabiliza rotas que não sustentariam aviões maiores e permite aumentar frequências em mercados já atendidos.

Atualmente, apenas a Azul opera o E195-E2 em voos comerciais no Brasil, também com configuração de 136 assentos, justamente voltada a esse tipo de operação em cidades de menor demanda.
Cadier indicou ainda que a introdução do jato amplia o número de destinos possíveis dentro do país. “Quando anunciamos a compra do E2, mais de 30 novos destinos no Brasil passaram imediatamente a ser analisados pelo nosso time de planejamento”, disse.
Segundo ele, cidades que antes não eram consideradas por limitações de demanda ou de infraestrutura aeroportuária passaram a entrar no radar da companhia, com anúncios previstos ao longo do ano conforme as rotas forem definidas.

Outro ponto destacado pelo executivo é o papel do E195-E2 na alimentação da malha da LATAM, conectando mercados regionais aos principais hubs da empresa.
“Uma rota nunca é pensada apenas entre o ponto A e o ponto B. Para ser sustentável, ela precisa se integrar a uma rede maior”, afirmou, ao explicar que os novos destinos deverão ser planejados com foco em conexões domésticas e internacionais.
A LATAM anunciou em setembro passado um acordo com a Embraer para a aquisição de 24 E195-E2, além de 50 opções de compra. As primeiras unidades devem começar a ser entregues no fim de 2026, com o restante previsto para 2027, marcando a entrada da companhia em um segmento até então dominado pela Azul no país.
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