Os registros de ADS-B do Boeing 737-800 da China Eastern Airlines que se acidentou nesta segunda-feira, 21, indicavam que a aeronave havia perdido altitude de forma acelerada, mas gravações de vídeo divulgadas na China mostram que o jato mergulhou em alta velocidade.

Os destroços da aeronave, que realizava o voo MU5735 entre Kunming e Guangzhou, se espalharam por uma grande área de mata próximo à cidade de Wuzhou. Segundo a imprensa chinesa, não há sobreviventes entre os 132 pessoas a bordo.

A aeronave de matrícula B-1791 é bastante recente, tendo voado pela primeira vez há quase seis anos. Um problema grave nessa fase de voo (descida) é bastante incomum, e o mergulho, ainda mais improvável.

Por conta disso, a China Eastern Airlines decidiu suspender a operação de seus mais de 100 jatos Boeing 737-800 até que surjam mais informações sobre o acidente, um dos piores já ocorridos no país.

https://www.youtube.com/watch?v=XpJnzqYCWVc

737 MAX ainda aterrado na China

Embora o 737-800 NG não compartilhe os sistemas e equipamentos que fizeram o 737 MAX ser aterrado após dois acidentes fatais, analistas acreditam que a volta da operação do novo jato da Boeing na China acabará sendo postergada mais uma vez.

A China ainda não aprovou o retorno ao serviço comercial do 737 MAX, o que era esperado para as próximas semanas - a nação foi a primeira a aterrá-lo logo após o segundo acidente, há três anos, na Etiópia.

Há cerca de 140 jatos 737 MAX prontos para entrega aos clientes chineses. A Reuters ouviu especialistas que acreditam que a CAAC, a autoridade de aviação civil chinesa, poderá postergar a liberação da aeronave até que obtenham algumas respostas sobre o voo MU5735.