O programa do bombardeiro furtivo B‑21 Raider, da Força Aérea dos EUA (USAF), avança para uma nova fase com o segundo avião de testes prestes a voar e a confirmação de um aumento no ritmo de produção. A informação foi fornecida pelo general Thomas Bussiere, comandante do Global Strike Command, em entrevista à Air & Space Forces Magazine em 25 de julho.
“Devemos ver o segundo protótipo voar em breve”, disse Bussiere. O primeiro voo do B‑21 ocorreu em novembro de 2023, e desde então, a aeronave tem realizado cerca de dois voos semanais como parte da campanha de testes. Embora o número exato de unidades em produção permaneça em segredo, sabe-se que pelo menos seis aeronaves estão em diferentes estágios de construção.
O Congresso dos EUA aprovou recentemente um repasse adicional de US$ 4,5 bilhões para ampliar a capacidade industrial do programa. O objetivo é acelerar a produção, que segundo estimativas não oficiais, pode chegar a até sete aeronaves por ano no pico.
Bussiere enfatizou que o aumento não representa risco orçamentário. “Programas entram em risco quando há atrasos, problemas técnicos ou falhas de capacidade. Esse não é o caso aqui”, garantiu.
Ao menos 100 bombardeiros previstos
Ao contrário do B‑2 Spirit — que enfrentou cortes severos e altos custos de manutenção — o B‑21 foi projetado com base em três décadas de experiência operacional. A filosofia adotada foi de evolução tecnológica, e não uma revolução. O Raider combina avanços em furtividade com maior manutenibilidade, facilidade de operação e menor custo de ciclo de vida.

Além disso, ao contrário do B‑2, o novo bombardeiro será certificado desde o início para missões nucleares e convencionais, sem necessidade de modificações posteriores.
Embora o contrato original de 2015 previsse uma versão não tripulada, Bussiere confirmou que essa configuração não está prevista no momento.
O general também destacou que o B‑21 foi concebido para ser um “avião operacional do dia a dia”, com menor demanda por manutenção de seus sistemas de baixa observabilidade — uma das principais limitações do B‑2.
Por ora, os aviões de teste não entrarão em serviço ativo, mas estão sendo produzidos com o máximo de similaridade com os modelos de linha, para que não haja discrepância de capacidade quando a frota for declarada operacional.
A USAF pretende receber ao menos 100 aeronaves que substituirão os bombardeiros B-1B Lancer e B-2 Spirir durante a próxima década.
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