O hidrogênio é tido como o combustível do futuro, especialmente no setor automotivo, embora ainda de progresso lento. Já na aviação, esse avanço é ainda mais demorado, mas empresas do setor não se intimidam, como no caso de Fabrum, AMSL Aero e Stralis Aircraft.
As três companhias radicadas na Oceania entraram para a história da aviação ao realizarem os primeiros reabastecimentos de aeronaves com hidrogênio líquido utilizando um aeroporto internacional regular.
Para isso, as empresas AMSL Aero e Stralis Aircraft utilizaram suas aeronaves de testes no Aeroporto Internacional de Christchurch, na Nova Zelândia.

Neozelandesas e australianas, as empresas envolvidas desenvolvem e introduzem tecnologias de hidrogênio líquido para a aviação geral e comercial.
A Fabrum projeta e fabrica tanques avançados de hidrogênio líquido composto para as empresas aeronáuticas, enquanto a AMSL Aero é focada no desenvolvimento de um eVTOL híbrido chamado Vertiia.

Já a Stralis Aircraft tem planos de criar uma linha de aeronaves abastecidas com hidrogênio, começando por uma variante modificada do Beechcraft Bonanza A36, utilizado no teste de abastecimento em Christchurch, com capacidade para até 6 passageiros.
Nos planos desta empresa, incluem-se também um bimotor turboélice baseado no Beechcraft 1900D (desenvolvido a partir do Super King Air) com capacidade para até 20 assentos, além de um modelo maior de projeto próprio, para rotas regionais mais densas de até 3.000 km com até 80 assentos.

Reabastecimento mais rápido e eficiente
Dr. Adriano Di Pietro, CEO da AMSL Aero, sediada em Sydney, comenta: “O Vertiia é o primeiro eVTOL do mundo projetado desde o início para ser movido a hidrogênio para operações de longo alcance, carga e passageiros.
Di Pietro completa: “O Vertiia deve ser o mais leve possível para atingir seu alcance de 1.000 km, carga útil de 500 kg e velocidade de cruzeiro de 300 km/h.”
Bob Criner, CEO da Stralis Aircraft, sediada em Brisbane, explica: “Estamos trabalhando com a Fabrum para desenvolver tanques de bordo para nossas aeronaves de teste de asa fixa, a fim de fornecer hidrogênio ao nosso sistema de propulsão elétrica a hidrogênio.”

CEO do Aeroporto de Christchurch, Justin Watson, afirma: “O Aeroporto de Christchurch continua a desempenhar um papel de liderança no avanço da infraestrutura de emissão zero, posicionando o aeroporto para dar suporte à aviação de hidrogênio líquido.”
A Fabrum utiliza uma tecnologia patenteada de tanques de hidrogênio líquido com revestimento triplo, que proporciona isolamento térmico aprimorado.
Isso permite um reabastecimento rápido em comparação com os projetos convencionais de tanques de revestimento duplo, proporcionando tempos de reabastecimento até 70% mais rápidos e uma redução de 80% nas perdas por evaporação durante o reabastecimento.
Trata-se de um passo importante para o avanço do hidrogênio na aviação geral e, em especial, na aviação comercial, tornando a logística do hidrogênio menos complexa.
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