A Boeing reconheceu que restrições envolvendo motores e assentos de cabine premium estão atrasando as entregas dos jatos 787 Dreamliner.
Durante a teleconferência de resultados do primeiro trimestre da empresa, o CEO Kelly Ortberg disse que a Boeing tem várias aeronaves que ainda não podem ser entregues aos clientes mesmo com a montagem pronta no que é de responsabilidade da fabricante.
“Temos um número considerável de 787s que estão retidos,” disse Ortberg.
De acordo com o executivo, algumas dessas aeronaves estão aguardando a certificação de novos interiores de cabine premium, um problema que tem afetado as companhias aéreas que estão introduzindo produtos atualizados de classe executiva e primeira classe.
A Lufthansa foi um dos exemplos mais visíveis após os atrasos envolvendo a certificação de seus novos assentos premium Allegris, que postergaram a introdução de novos 787s.
Ortberg também afirmou que o fornecimento de motores se tornou outro desafio durante o trimestre.

“Foi um trimestre difícil em termos de entregas de motores,” disse ele, sem identificar se os atrasos envolvem a GE Aerospace ou a Rolls-Royce, os dois fornecedores de motores para a família Dreamliner.
O 787 continua sendo um dos poucos programas de aeronaves widebody ainda oferecidos com duas opções de motores — GEnx da GE e Trent 1000 da Rolls-Royce — mas ambos os fabricantes enfrentaram pressão na cadeia de suprimentos nos últimos anos, à medida que a demanda por aeronaves de longo alcance se recupera.
A Boeing entregou 15 Dreamliners no primeiro trimestre até março, apenas dois a mais do que no mesmo período do ano passado.

Apesar do ritmo mais lento, a demanda pela aeronave continua forte. A Boeing encerrou março com 1.109 pedidos não atendidos do 787, tornando o Dreamliner uma das maiores fontes de produção futura de widebody da empresa.
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