A Boeing anunciou nesta quinta-feira, 26, a ampliação da parceria com universidades brasileiras ao investir na criação e expansão de laboratórios estudantis.
A iniciativa pretende preparar estudantes para carreiras na aviação, voltadas a áreas como fatores humanos e engenharia de sistemas baseada em modelos. Em 2025, a empresa já havia feito algo similar ao apoiar três laboratórios em instituições de ensino superior.
“Estas cooperações fazem parte de uma estratégia de longo prazo, alcançando novas instituições em outras regiões do país nos próximos anos. Estamos investindo na formação, preparando os estudantes com conhecimentos críticos para a indústria aeroespacial, como engenharia de sistemas e fatores humanos”, afirmou Humberto Pereira, Diretor-Geral da Boeing Engenharia – Brasil.
As universidades contempladas neste ciclo incluem a Universidade de São Paulo (Campus de São Carlos), a Universidade Federal de Itajubá e a Universidade Federal de Minas Gerais. A colaboração ocorre em sinergia com ações de ensino, pesquisa e extensão, que podem gerar novos projetos e cursos de capacitação.
“É uma iniciativa extremamente relevante que traz a indústria para dentro das salas de aula, com benefícios diretos na formação de nossos estudantes, e que vem acompanhada de outras ações em conjunto em ensino, pesquisa e extensão, que podem levar a futuros projetos, novos laboratórios e novos cursos de capacitação, tanto para a Boeing quanto para a EESC”, disse Jorge Henrique Bidinotto, professor do Departamento de Engenharia Aeronáutica da EESC-USP.
A formação do ecossistema de laboratórios teve início em 2023, quando a Boeing iniciou a colaboração com o Instituto Mauá. A atual expansão também complementa o Memorando de Entendimento firmado entre a empresa e o governo paulista no mesmo período.
O trabalho com universidades ocorre após o fim da joint venture da gigante norte-americana e a Embraer. As duas empresas pretendiam tocar uma parceria na área de aviação comercial mas em 2020 a Boeing desistiu do projeto, deixando a empresa brasileira em situação complicada já que ela havia feito alterações importantes em sua estrutura administrativa e operacional.
A criação da filial brasileira motivou protestos de grupos brasileiros que acusaram a Boeing de buscar mão de obra especializada no país para reforçar sua engenharia nos EUA.
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