A Boeing começou os testes de voo de certificação de um sistema anti-gelo de motor redesenhado na família 737 MAX, uma etapa considerada crítica para a aprovação das versões MAX 7 e MAX 10, de acordo com o site The Air Current.

Os testes estão sendo realizados com um dos protótipos do 737 MAX 10 e são uma das etapas finais antes que os dois membros da família MAX possam ser certificados e liberados para entrada em serviço.

O sistema anti-gelo esteve no centro dos atrasos de certificação para ambas as variantes. O projeto original foi considerado insuficiente pela Administração Federal de Aviação (FAA) sobre o risco de superaquecimento em certas condições, forçando a Boeing a reformular o sistema após tentativas anteriores de resolver o problema que introduziram questões técnicas adicionais.

Os detalhes da solução revisada não foram divulgados, mas uma patente recentemente aprovada sugere que a empresa está utilizando uma abordagem diferente para gerenciar o calor dentro da estrutura da entrada do motor, um fator chave por trás da preocupação de segurança original.

A Southwestserá a cliente de estreia do 737 MAX 7 (Boeing)
A Southwestserá a cliente de estreia do 737 MAX 7 (Boeing)

A falta de uma correção finalizada já havia atrasado os cronogramas de certificação para o MAX 7 e MAX 10 para 2026. A Boeing havia anteriormente planejado entregar a primeira aeronave antes, mas a questão não resolvida exigiu mais testes e validação antes que os reguladores considerassem a aprovação.

As duas variantes também enfrentam dinâmicas de mercado diferentes. O MAX 7, o menor membro da família, havia acumulado 276 pedidos até março de 2026, com a demanda concentrada em um número limitado de clientes, como a Southwest Airlines, o maior operador de 737.

Em contraste, o MAX 10 atraiu um interesse significativamente maior, com 1.404 pedidos no mesmo período, incluindo da GOL no Brasil.

Primeiro 737 MAX 10 da United Airlines (Boeing)
Primeiro 737 MAX 10 da United Airlines (Boeing)

Seu apelo está ligado à maior capacidade de assentos — até cerca de 230 passageiros — tornando-o a maior versão do 737 já desenvolvida.

O MAX 10 foi lançado em resposta ao sucesso do Airbus A321neo, que domina a faixa superior do mercado de fuselagem estreita. Embora não corresponda ao A321neo em alcance ou capacidade, o jato da Boeing se beneficia da comum utilização de frota com outras variantes MAX, uma vantagem para as companhias aéreas que já operam o tipo.