A Boeing afirmou que está inspecionando e reparando uma série de aeronaves 737 MAX recém-fabricadas após identificar danos menores na fiação elétrica durante a produção, um problema que pode atrasar algumas entregas no primeiro trimestre.
De acordo com o fabricante, pequenos desgastes foram encontrados em feixes de fiação devido a um erro de usinagem descoberto durante o processo de montagem. As aeronaves afetadas estão passando por retrabalho antes de serem entregues aos clientes.
A empresa disse que o problema não afeta as aeronaves 737 MAX já em serviço e que esses jatos podem continuar operando normalmente. A Boeing também confirmou que informou tanto os clientes das companhias aéreas quanto a Administração Federal de Aviação dos EUA sobre o assunto.
Apesar do trabalho adicional exigido em algumas aeronaves, a Boeing afirmou que a produção do 737 MAX continua na taxa atual de 42 jatos por mês. A fabricante planeja aumentar a produção para 47 aeronaves mensais ainda este ano e, eventualmente, alcançar uma taxa de produção de 63 jatos por mês.
A atualização ocorreu enquanto a Boeing relatou 51 entregas de aeronaves em fevereiro, seu maior total para o mês desde 2018 e um aumento em relação às 46 aeronaves entregues em janeiro. O número incluiu 43 unidades do 737 MAX.
O resultado também colocou a Boeing à frente da Airbus em entregas mensais. O fabricante europeu entregou 35 aeronaves comerciais em fevereiro, reflexo das persistentes interrupções na cadeia de suprimentos que afetam a indústria.
A Boeing disse que o problema de fiação não deve comprometer suas metas de entrega para o ano, com a empresa ainda visando entregar cerca de 500 unidades do 737 MAX em 2026.
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