A Boeing entregou 143 aeronaves no primeiro trimestre de 2026, ou 29 unidades a mais que a Airbus, que despachou 114 aviões, embora o fabricante europeu tenha superado sua rival em março, com 60 entregas contra 46.

A diferença no trimestre veio de uma produção mais consistente em janeiro e fevereiro, além de contribuições de programas que hoje não priorizados pela Airbus, os derivados de carga e militares.

No segmento de aeronaves de corredor único, a Boeing liderou ligeiramente em volume total, com 113 entregas do 737 MAX em comparação com 100 aeronaves de corredor único da Airbus. A Boeing divulga as entregas do 737 MAX como uma única família, sem detalhar os números por variantes como o 737-8 e o 737-9.

A Airbus, em contraste, divide a produção entre as famílias A220 e A320neo, com o A321neo respondendo por 55 entregas no trimestre. A aeronave continua sendo a mais demandada no mercado de corredor único, mas a empresa enfrenta restrições para aumentar a produção a fim de atender à demanda.

A350-900 da Delta Air Lines (Airbus)
A350-900 da Delta Air Lines (Airbus)

As entregas de fuselagem larga permaneceram limitadas para ambos os fabricantes. A Airbus entregou 14 aeronaves, incluindo oito A350-900, três A350-1000 e três A330-900. A Boeing entregou 15 jatos widebodies da família 787, incluindo 11 787-9 e quatro 787-10. A margem entre os dois fabricantes nesse segmento foi mínima.

Uma diferença importante aparece no mercado de carga. A Boeing entregou 11 cargueiros no trimestre, incluindo oito 777Fs e três 767-300Fs, além de variantes militares baseadas na mesma plataforma. A Airbus não registrou entregas de cargueiros no período e tem uma presença limitada nesse segmento, embora isso deva mudar com a futura entrada em serviço do A350F.

A produção militar também contribuiu para o total da Boeing, com quatro aeronaves 767-2C entregues para conversão em aviões-tanque KC-46A. A Airbus, que produz o A330 MRTT em volumes menores e em um cronograma menos regular, não registrou entregas nessa categoria durante o trimestre.

Ambos os fabricantes continuam enfrentando restrições na cadeia de suprimentos, apesar dos planos para aumentar as taxas de produção.