A Breeze Airways pretende expandir sua frota para 400 aeronaves, apostando suas fichas na família Airbus A220, enquanto continua a buscar mercados subatendidos nos Estados Unidos. A estratégia foi delineada pelo fundador David Neeleman, também criador da Azul, durante uma entrevista ao podcast Bloomberg Talks.

Atualmente, a Breeze opera uma frota de cerca de 56 aeronaves, composta por oito jatos Embraer E190 e 48 Airbus A220. Dentre os A220, seis estão temporariamente fora de serviço devido a problemas com os motores, destacando os desafios técnicos contínuos dentro da indústria.

Neeleman afirmou que a empresa possui um pedido firme para 90 A220 adicionais e detém opções para até 120 a mais. A possibilidade de contar com a versão A220-500 é vista como essencial para possibilitar o crescimento projetado da frota, embora a Airbus precise primeiro garantir a lucratividade do modelo antes do lançamento.

David Neeleman: o nome da empresa ninguém sabe mas o que ela fará começa a ficar claro (Fotos Públicas)
David Neeleman: o nome da empresa ninguém sabe mas o que ela fará começa a ficar claro (Fotos Públicas)

O modelo de negócios da companhia aérea se concentra em atender rotas com pouca ou nenhuma concorrência direta, com 70% de sua rede atualmente operando sem rivais. Essa abordagem permitiu que a Breeze expandisse sua presença, evitando sobreposição com grandes companhias aéreas dos EUA, como American, Delta e United.

A estratégia de rede da Breeze também se distingue de low costs como a Spirit Airlines, que, segundo Neeleman, enfrentou desafios operacionais ao implantar aeronaves maiores em certas rotas. Como resultado, a Breeze não tem interesse atual em adicionar modelos maiores, como o A320neo, à sua frota, citando a complexidade aumentada que tal movimento implicaria.

De acordo com Neeleman, a experiência do passageiro e o conforto a bordo proporcionados pelo A220 são fatores que contribuem na proposta de valor da companhia aérea.