A Embraer encerrou 2025 com uma carteira de encomendas de US$ 31,6 bilhões, o maior nível já registrado pela fabricante. O total representa um crescimento de 20% em relação ao fim de 2024 e reflete a contribuição equilibrada das quatro principais divisões do grupo.

A Aviação Comercial respondeu pela maior fatia do backlog, com US$ 14,5 bilhões ao final do quarto trimestre. O volume é 42% superior ao registrado um ano antes, impulsionado pelas vendas da família E-Jets E2 ao longo de 2025. Na comparação trimestral, houve leve redução, relacionada à redução do pedido de E195-E2 da Azul durante o processo de recuperação judicial da companhia aérea, o que significou um corte de 26 aeronaves do acordo original de 51 unidades.

A divisão de Aviação Executiva fechou o ano com uma carteira de US$ 7,6 bilhões, o maior patamar já alcançado pelo segmento. A demanda pelos jatos das famílias Phenom e Praetor permaneceu estável ao longo do ano, sustentando uma relação entre pedidos e entregas acima de um e garantindo visibilidade para a produção no médio prazo.

Primeiros E195-E2 da SAS serão entregues no final de 2027 (Embraer)
Primeiros E195-E2 da SAS serão entregues no final de 2027 (Embraer)

Em Defesa & Segurança, a carteira de encomendas totalizou US$ 4,6 bilhões ao final de 2025, concentrada principalmente nos programas KC-390 Millennium e A-29 Super Tucano. Embora campanhas recentes na Europa tenham ampliado a presença do KC-390 no continente, nem todas as seleções anunciadas avançaram para contratos assinados. Eslováquia e Lituânia confirmaram a seleção da aeronave em 2025, mas nenhum dos dois países havia formalizado a compra até o começo deste mês.

No caso da Lituânia, o governo anunciou nesta terça-feira, 27, que a assinatura do contrato foi postergada por razões estratégicas e orçamentárias, adiando qualquer aquisição para pelo menos 2030. Como resultado, nenhuma dessas campanhas está atualmente refletida no backlog firme da Embraer.

A área de Serviços & Suporte encerrou o ano com uma carteira de US$ 4,9 bilhões, alta de 7% na comparação anual. O crescimento foi sustentado por novos contratos de manutenção e suporte de longo prazo, abrangendo aeronaves comerciais, executivas e militares, reforçando o papel do pós-venda como elemento de estabilidade no portfólio da empresa.

A composição da carteira ao fim de 2025 indica uma distribuição mais equilibrada entre os segmentos da Embraer, com a Aviação Comercial concentrando o maior volume de encomendas, enquanto Aviação Executiva, Defesa e Serviços contribuem para a previsibilidade da atividade industrial e operacional ao longo dos próximos anos.