A Airbus anunciou um acordo inicial com a Autoridade de Aviação Civil de Cingapura para realizar testes em ambiente aeroportuário de tecnologias de propulsão de próxima geração desenvolvidas dentro do programa RISE, conduzido pela CFM International.
O memorando de entendimento reúne a Civil Aviation Authority of Singapore, a CFM International e a Airbus para estabelecer Cingapura como um ambiente de testes voltado à avaliação de como novos conceitos de propulsão podem operar dentro da infraestrutura aeroportuária existente. O foco principal está na arquitetura de motor Open Fan ('Ventilador aberto'), considerada uma possível substituta dos turbofans convencionais em futuras aeronaves comerciais.
Pelo acordo, as partes irão estudar os impactos operacionais do Open Fan e de outras tecnologias associadas ao programa RISE em atividades aeroportuárias, como manuseio em solo, manutenção, procedimentos de segurança e processos regulatórios. O objetivo é desenvolver um referencial de prontidão que possa servir de base para fabricantes, aeroportos, companhias aéreas e autoridades reguladoras em escala global.

Como parte da cooperação, estão previstos testes operacionais com demonstradores de motores do programa RISE no Aeroporto de Changi ou no Aeroporto de Seletar. Esses ensaios deverão validar procedimentos e avaliar a viabilidade da integração desse novo tipo de propulsão às operações rotineiras dos aeroportos.
O programa RISE é uma iniciativa de demonstração tecnológica da CFM voltada ao avanço de conceitos de motores capazes de reduzir consumo de combustível e emissões em comparação com as gerações atuais. O motor Open Fan se diferencia dos turbofans tradicionais por adotar uma configuração sem carenagem, o que permite um diâmetro maior do ventilador e ganhos de eficiência propulsiva.
Segundo a Airbus, os trabalhos em Cingapura contribuirão para a avaliação de sistemas de propulsão futuros sob requisitos operacionais reais. Para a CFM, o acordo cria a possibilidade de testar suas tecnologias em condições de operação aeroportuária, complementando os ensaios em solo e em voo já realizados.
O memorando não estabelece um cronograma para o início dos testes nem implica compromisso com um programa específico de aeronaves.
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