Os problemas do motor GTF, da Pratt & Whitney, continuam a tirar o sono das empresas aéreas que operam jatos equipados com ele. Uma delas é a SWISS, que teve que tomar uma decisão radical.
A companhia aérea, parte do grupo Lufthansa, irá aterrar toda sua frota de nove jatos Airbus A220-100 em sua base em Zurique devido a problemas com os turbofans PW1500G, uma das versões do GTF.
A medida visa garantir motores sobressalentes suficientes para manter os 21 A220-300 em operação, já que ambas as variantes enfrentam restrições semelhantes na disponibilidade de motores, mas este último leva mais passageiros e, portanto, é mais rentável.
Dennis Weber, CFO da SWISS, afirmou que o processo é de longo prazo e deve durar aproximadamente um ano e meio. O A220 é o rival direto da família E2 da Embraer, que também usa o motor GTF mas sofre menos restrições.

Os A220-100 eram anteriormente utilizados em rotas para aeroportos com exigências de aproximação acentuadas, como o Aeroporto London City. A Helvetic Airways, parceira regional da SWISS, assumiu esses serviços utilizando aeronaves Embraer E190-E2 e E195-E2, que são certificadas para essas operações.
O motor GTF, considerado bastante eficiente, assim como o CFM Leap-1, tem enfrentado problemas de projeto que exigem uma atualização de seus equipamentos e sistemas. No entanto, a Pratt & Whitney não consegue atender à demanda, apesar de ter aberto novos centros de reparo e manutenção nos últimos anos.
A SWISS foi a cliente inaugural do A220, uma aeronave originalmente desenvolvida pela Bombardier como CSeries. O primeiro A220-100 (anteriormente CS100) foi entregue à companhia aérea europeia em junho de 2016.
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