O trabalho para obter a certificação europeia para o jato COMAC C919 estão se intensificando a fim de viabilizar a aprovação da aeronave rival do Boeing 737 e do Airbus A320, revelou o jornal South China Morning Post.
Técnicos e pilotos da Agência Europeia de Segurança da Aviação (EASA) estabeleceram uma presença quase permanente em Xangai, onde estão sendo realizas avaliações em solo e testes de voo do jato de fuselagem estreita. Fontes citadas pelo jornal afirmaram que o regulador está exigindo mais voos de teste durante a terceira fase de um processo de certificação em quatro etapas.
A campanha envolve uma coordenação estreita entre as autoridades chinesas e os operadores. A Administração da Aviação Civil da China (CAAC) mobilizou o apoio das companhias aéreas, incluindo pilotos experientes, para auxiliar no esforço. O compartilhamento de dados também aumentou, com a COMAC e companhias aéreas como a China Eastern Airlines fornecendo registros operacionais, de manutenção e inspeção de aeronaves em serviço.

Isso inclui informações de verificações rotineiras A e B realizadas em unidades C919 de produção inicial, que entraram em serviço em 2023. O uso de dados operacionais do mundo real é visto como um elemento importante para demonstrar a confiabilidade e o desempenho de segurança aos reguladores europeus.
Os últimos desenvolvimentos se baseiam em atividades de teste anteriores envolvendo pilotos da EASA em Xangai. Como relatado anteriormente, dois pilotos de teste europeus realizaram voos de avaliação a partir do Aeroporto Internacional de Pudong no final de 2025, após atrasos no processo de certificação.

Apesar do aumento no ritmo dos testes, a certificação na Europa ainda deve demorar. O chefe da EASA, Florian Guillermet, disse em abril de 2025 que a aprovação não viria antes de 2028, contradizendo expectativas anteriores da COMAC de que a aeronave poderia ser liberada bem antes.
O C919 é considerado uma aeronave mais barata que o A320 e o 737 embora menos avançado. Mas por enquanto só voa clientes chineses e a produção continua bastante limitada.

O progresso também foi complicado por fatores geopolíticos. O jato depende do motor LEAP-1C, produzido pela CFM International, uma joint venture entre a GE Aerospace e a Safran, tornando o programa parcialmente dependente de fornecedores ocidentais em meio a tensões comerciais com os EUA.
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