A Embraer e a ALADA, empresa estatal criada pelo governo Lula para atuar no setor de defesa, assinaram em 7 de abril um memorando de entendimento para avaliar oportunidades de negócios em mercados que exigem aquisições por meio de acordos entre governos (G2G).

O acordo foi firmado durante a feira FIDAE, em Santiago, e vai tratar de contratos de defesa e segurança estruturados por negociações diretas entre Estados, um modelo que o Brasil passou a adotar recentemente.

A ALADA foi designada pelo Ministério da Defesa como a entidade responsável por conduzir aquisições no formato G2G, criando um mecanismo que permite a governos estrangeiros adquirir produtos de defesa brasileiros por meio de acordos intergovernamentais, em vez de contratos comerciais tradicionais.

Pelo memorando, as empresas irão analisar oportunidades principalmente na América Latina e na África, regiões onde esse tipo de contratação é comum em programas militares.

Executivos da Embraer e ALADA assinam acordo (Embraer)
Executivos da Embraer e ALADA assinam acordo (Embraer)

“A assinatura deste memorando permitirá identificar e explorar oportunidades no mercado de defesa, possibilitando que países que exigem contratos entre governos tenham acesso a uma nova alternativa para aquisição de produtos e soluções da Embraer”, disse Fabio Caparica, vice-presidente de contratos da Embraer Defesa & Segurança.

A iniciativa é uma tentativa do Brasil de ampliar as exportações de defesa com uma estrutura que ofereça respaldo institucional às negociações, modelo já utilizado por países como Estados Unidos e França.

O portfólio de defesa da Embraer inclui o cargueiro KC-390 Millennium e o turboélice A-29 Super Tucano, ambos com presença em mercados internacionais.

O memorando não prevê encomendas firmes, mas estabelece uma base para possíveis contratos futuros dentro do modelo G2G.