A Embraer espera entregar entre 80 e 85 aeronaves comerciais e de 160 a 170 jatos executivos em 2026, de acordo com seu plano divulgado com os resultados financeiros da empresa para 2025.
A previsão sugere um aumento modesto em comparação com as entregas do ano passado, quando bateu a meta marginalmente.
A fabricante brasileira ainda está um pouco distante da meta de entregar mais de 100 jatos comerciais anualmente, algo que os executivos da empresa disseram almejar num futuro próximo.
Em 2025, a Embraer entregou 78 aeronaves comerciais e 155 jatos executivos. Se a parte superior da orientação for alcançada, a divisão comercial poderá adicionar até sete aeronaves adicionais neste ano, enquanto a aviação executiva deve permanecer próxima aos níveis de produção do ano passado.

A empresa projeta uma receita total entre US$ 8,2 bilhões e US$ 8,5 bilhões em 2026, à medida que as entregas permanecem concentradas em sua família de aeronaves regionais E-Jet e nas linhas de jatos executivos Phenom e Praetor.
Receita beirou os R$ 42 bilhões
A Embraer relatou resultados financeiros mais robustos para 2025, impulsionados em grande parte por entregas de aeronaves mais altas e demanda sustentada em seus segmentos de aviação.
A receita alcançou R$ 41,9 bilhões (cerca de US$ 8,3 bilhões), um aumento de 18% em comparação com o ano anterior. As entregas de aeronaves totalizaram 244 unidades durante o ano, acima das 206 em 2024.
O total incluiu 78 jatos comerciais, 155 jatos executivos e 11 aeronaves no segmento de defesa. As entregas militares consistiram em três aeronaves de transporte KC-390 Millennium e oito aeronaves de ataque leve A-29 Super Tucano.
As entregas foram concentradas no último trimestre do ano, um padrão comum na indústria aeroespacial. A Embraer entregou 91 aeronaves apenas nos últimos três meses de 2025.

O lucro operacional ajustado alcançou R$ 3,6 bilhões, com uma margem de 8,6%, enquanto o lucro líquido ajustado totalizou R$ 1,37 bilhão.
A geração de caixa também melhorou durante o ano. A empresa reportou R$ 2,3 bilhões em fluxo de caixa livre ajustado e encerrou 2025 com uma posição de caixa líquido de R$ 601 milhões.
A Embraer fechou o ano com um backlog de pedidos recorde de US$ 31,6 bilhões, refletindo a demanda contínua por seus jatos regionais, aeronaves executivas e plataformas de defesa.
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