Maior fábrica de aeronaves comerciais do mundo, Everett ficou esvaziada após a transferência da linha de montagem do 787 para Charleston, na Carolina do Sul, e o fim da produção do icônico 747.

Mas a Boeing planeja dar uma missão importante à unidade: produzir o 737 MAX 10, a maior variante do jato de fuselagem estreita.

Falando numa conferência financeira na quinta-feira, Kelly Ortberg, CEO da Boeing, afirmou que os planos são de implantar a quarta linha de montagem do 737 em Everett para desafogar Renton, onde a empresa focaria na produção das versões de maior volume do avião.

Em virtude da complexidade do 737-10, Everett seria incumbida de produzir apenas essa versão. Além de ser o maior jato da família, ele incorpora algumas mudanças como um trem de pouso principal capaz de ser estendido no solo para evitar o choque da cauda com o chão.

A fábrica de Everett em em vermelho o local onde ficará a linha de montagem do 737 (GE)
A fábrica de Everett em em vermelho o local onde ficará a linha de montagem do 737 (GE)

Segundo o jornal The Seattle Times, a Boeing deve colocar a linha de montagem do 737 MAX 10 ao lado do 777 clássico, numa área a leste do enorme edifício onde também são montados o 767 cargueiro e o KC-46.

Produção acelerando

Apesar disso, há muito ainda o que acontecer até que unidades do 737-10 possam começar a sair da fábrica de Everett.

Antes, a Boeing precisa recuperar sua capacidade de produção em Renton, hoje limitada a 38 aeronaves 737 por mês pela FAA.

A fabricante está no meio do processo de atingir esse teto e precisará comprovar para a agência de aviação civil dos EUA que o trabalho feito é seguro e controlado para evitar situações como a do 737 MAX 9 da Alaska que perdeu o plug de porta em voo no ano passado.

Maior edifício do mundo: fábrica da Boeing em Everett foi erguida para abrigar a produção do 747 (Boeing)
Maior edifício do mundo: fábrica da Boeing em Everett foi erguida para abrigar a produção do 747 (Boeing)

Após o aval da FAA, o plano é elevar a cadência mensal para 42 aeronaves e, então, 47 jatos. Embora não revele um prazo, entende-se que esse patamar possa ser atingido em 2026.

Além disso, a Boeing depende da certificação do 737 MAX 10 e de seu irmão menor, o 737 MAX 7, o que é aguardado para o fim deste ano.