A KLM Cityhopper está recolocando em serviço seus jatos Embraer E195-E2 que ainda estavam no solo, um sinal que os problemas dos motores Pratt & Whitney GTF está perto de ser resolvido.

Em entrevista à Aviation Week, o diretor Maarten Koopmans afirmou que a companhia aérea espera que todos os quatro E195-E2 ainda afastados estejam de volta em operação durante 2026. As aeronaves haviam sido aterradas devido a restrições de disponibilidade de motores, um problema que afetou vários operadores do jato propulsionado por motores PW1900G.

A companhia conseguiu uma capacidade de revisão aprimorada e de um melhor suprimento de motores sobressalentes, permitindo a reativação progressiva das aeronaves. Um dos jatos, estacionado por quase dois anos, já voltou a voar após receber motores novos e passar por verificações de manutenção.

A KLM Cityhopper é uma das maiores operadoras de E-Jets da Embraer no mundo, com uma frota de 65 aeronaves, composta por 25 E195-E2, 17 E175 e 23 E190. A companhia desempenha um papel central em alimentar o tráfego de longa distância no Aeroporto de Amsterdã Schiphol, operando rotas europeias de alta frequência sob restrições de capacidade no hub.

KLM Cityhopper E195-E2 cabine principal
KLM Cityhopper E195-E2 cabine principal

Como parte de sua estratégia de frota, a companhia planeja retirar gradualmente os E190 nos próximos quatro a cinco anos, com o modelo  provavelmente sendo substituído por aeronaves adicionais E195-E2. O jato mais novo também recebeu uma fileira extra de assentos,aumentando a capacidade para 136 passageiros e melhorando a eficiência por slot.

Koopmans indicou que a companhia está avaliando diferentes cenários de longo prazo, incluindo tanto um crescimento moderado quanto uma possível redução, dependendo de como a capacidade é alocada entre operações regionais e principais dentro da KLM. As limitações de slots em Schiphol continuam a favorecer aeronaves maiores, reforçando a mudança em direção a jatos regionais de maior capacidade.

Embora entregas adicionais de E195-E2 sejam esperadas a partir de 2027, a prioridade imediata continua sendo estabilizar a frota atual. A resolução das interrupções relacionadas aos motores marca um ponto de virada para a KLM Cityhopper após vários anos de pressão operacional ligada ao programa GTF.