A Embraer reportou lucro líquido ajustado de R$ 289,4 milhões no terceiro trimestre de 2025, uma queda de 76,37% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O trimestre foi marcado por desafios em suas divisões de Aviação Executiva e Serviços & Suporte, além de pressões de custos e tarifas de importação elevadas nos Estados Unidos.

Apesar do cenário adverso, a companhia registrou receita consolidada de R$ 10,9 bilhões, alta de 16% na comparação anual, impulsionada principalmente pelo aumento de entregas e atividades operacionais.

A receita líquida do trimestre alcançou R$ 3,2 bilhões, avanço de 1% sobre o ano anterior, enquanto a margem bruta recuou de 23,4% para 18,7%, pressionada pelo impacto de tarifas de importação nos EUA, que somaram US$ 17 milhões.

O lucro líquido atribuído aos acionistas totalizou R$ 622,6 milhões, queda de 53,89% ante o mesmo ciclo de 2024. O Ebitda ajustado fechou em R$ 1,27 bilhão, retração de 35,8% na mesma base de comparação.

“A sustentabilidade do fluxo de caixa livre ajustado, que atingiu R$ 1,6 bilhão, foi garantida pelas atividades operacionais, mesmo com o ambiente externo desafiador”, declarou Antonio Carlos Garcia, CFO da Embraer.

O executivo também revelou que a Embraer teve de arcar com multas em virtude do atraso nas entregas.