O turboélice regional com até 100 assentos que a Embraer almejava lançar no mercado nesta década está ‘morto’. Segundo Francisco Gomes Neto, CEO da empresa, o projeto foi cancelado.

A declaração foi dada durante coletiva de resultados da Embraer nesta terça-feira, 4, após um participante perguntar se a aeronave ainda estava sendo avaliada.

“A iniciativa do turboélice foi cancelada por nós. Não temos neste momento nenhum plano nesse sentido”, disse Gomes Neto.

O novo turboélice da Embraer deve aproveitar a fuselagem dos E-Jets para acelerar o desenvolvimento do projeto (Embraer)
O novo turboélice da Embraer deve aproveitar a fuselagem dos E-Jets para acelerar o desenvolvimento do projeto (Embraer)

O presidente da Embraer considerou que isso pode mudar no futuro, mas reafirmou que o projeto não está suspenso e sim cancelado.

Planejado com duas versões, com 70 e até 100 assentos, e um custo operacional bastante baixo, o avião seria baseado na estrutura dos E-Jets, mas com uma altura do solo mais baixa para facilitar a operação em locais com infraestrutura mais simples.

A despeito da boa recepção por potenciais clientes, a falta de um motor avançado fez a Embraer ‘congelar’ o programa, antes previsto para ser lançado em 2023.

Com destino incerto, introdução do E175-E2 depende da mudança das regras da aviação regional dos EUA (Embraer)
Com destino incerto, introdução do E175-E2 depende da mudança das regras da aviação regional dos EUA (Embraer)

E175-E2 segue vivo

Francisco Gomes Neto aproveitou para afirmar que o jato E175-E2, menor membro da família E2, continua suspenso, porém, pode ser retomado caso a cláusula de escopo das companhias aéreas dos EUA seja revista.

A aeronave, embora mais eficiente e capaz que o E175 de primeira geração, é muito pesada, o que impede que seja operada pelas transportadoras regionais norte-americanas.

A questão envolve a recusa de tripulantes de empresas aéreas como American, United e Delta em permitir que as regionais operem aeronaves mais capazes, que poderiam retirar seus empregos já que os salários pagos por elas é menor.