A Boeing planeja atingir uma produção mensal de 63 jatos 737 MAX, após abrir uma quarta linha de montagem em Everett, Washington, segundo executivos da empresa. Atualmente o modelo é montado apenas em Renton.

A nova linha, conhecida internamente como North Line, deve ser inaugurada em meados de 2026 e será utilizada para montar o 737 MAX 10, a maior variante da família de corredor único. A Boeing já iniciou a contratação e o treinamento de trabalhadores em Everett para operar a instalação.

A expansão faz parte do plano de longo prazo da Boeing para aumentar a produção do 737 nos próximos anos. A empresa já elevou a produção de 38 para 42 jatos por mês.

A Boeing espera que os fornecedores apoiem a expansão da cadência em cerca de 15% nos próximos 18 meses, o que elevaria a produção para cerca de 47 aeronaves por mês em 2027. Esse cronograma é mais longo do que algumas expectativas do setor, após os fornecedores terem sido previamente informados para se prepararem para um aumento mais rápido.

A fábrica de Everett em em vermelho o local onde ficará a linha de montagem do 737 (GE)
A fábrica de Everett em em vermelho o local onde ficará a linha de montagem do 737 (GE)

A estratégia fará com que o 737 seja montado pela primeira vez fora de Renton, encerrando décadas de produção em um único local para a aeronave mais vendida da Boeing.

A Boeing tem buscado estabilizar seu sistema de fabricação após anos de interrupções relacionadas à segurança, qualidade e cadeia de suprimentos. O CEO Kelly Ortberg afirmou que os aumentos de produção ocorrerão em etapas controladas, com mudanças de taxa espaçadas em pelo menos seis meses.

O 737 MAX compete diretamente com a família A320neo, que domina os pedidos e entregas globais de aeronaves de corredor único. A Airbus, por sua vez, busca elevar a produção mensal para 75 aeronaves nos próximos anos, mas também enfrenta gargalos em seu sistema.